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Dividendos e crescimento: XP bate o martelo e elege o melhor banco da bolsa

07 ago 2026, 15:49
bancos xp investimentos
(Imagem: REUTERS/Tuane Fernandes)

Se há um setor de que o investidor gosta é o de bancos. Resilientes e com histórico de lucros consistentes, costumam distribuir bons dividendos. Para a XP, se esse é o objetivo, a escolha certa é o Itaú Unibanco (ITUB4).

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Sim, o banco é figurinha carimbada entre os analistas. As ações acumulam alta de mais de 14% nos últimos 12 meses e há quem considere o papel caro.

Para a corretora, porém, não há como negar a fortaleza que o Itaú construiu para enfrentar os mares agitados da economia brasileira.

Também não dá para ignorar o potencial de valorização. A XP vê espaço para uma alta de 20% e elegeu o banco como sua principal recomendação na Bolsa (top pick), com preço-alvo de R$ 50.

Segundo os analistas, o Itaú reúne atributos de alta qualidade, sustentados por uma combinação de crescimento saudável da carteira de crédito, qualidade dos ativos resiliente e rentabilidade líder no setor.

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‘A cerca de oito vezes o preço sobre lucro (P/L) projetado para 2027, o Itaú já não é uma tese baseada em valuation. Em vez disso, vemos o múltiplo atual como um preço justo por uma visibilidade superior de resultados, qualidade de ativos resiliente e consistente geração de capital’, afirma a XP.

Ao mesmo tempo, a corretora destaca que o Itaú oferece um dividend yield de 8%.

A XP reconhece que um ambiente macroeconômico mais fraco pode pressionar as receitas, o que levou a um corte de 1% nas projeções de lucro. Ainda assim, avalia que o banco continua bem posicionado para entregar crescimento saudável e atravessar um ciclo de crédito mais desafiador, apoiado por:

  • custos de crédito estáveis;
  • sólida geração de capital; e
  • um mix de carteira favorável, concentrado em segmentos de maior qualidade.

Bom trimestre

Na avaliação da XP, o Itaú entregou mais um trimestre sólido, com crescimento saudável da carteira de crédito e qualidade dos ativos sob controle.

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A expansão continua concentrada em clientes de maior qualidade, enquanto os níveis de inadimplência e o custo de crédito permanecem estáveis. Ao mesmo tempo, a eficiência operacional e a geração de capital seguem robustas.

Por outro lado, a atividade mais fraca nos mercados de capitais e os esforços contínuos para fortalecer a centralidade do cliente levaram o banco a revisar para baixo o guidance de tarifas e seguros para 2026.

O Itaú praticamente cortou pela metade a expectativa de crescimento da receita de prestação de serviços e do resultado de seguros para 2026, que passou para uma faixa entre 2% e 5%, ante a previsão anterior de 5% a 9%.

As principais mudanças incorporadas ao modelo da XP foram:

  • receitas com tarifas mais fracas;
  • leve redução no custo de crédito e nas despesas operacionais (1%), sustentada por um primeiro semestre de 2026 melhor do que o esperado; e
  • menor alíquota efetiva de imposto, que agora deve permanecer na ponta inferior da faixa indicada pelo guidance.
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Editor-assistente
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022, 2023 e 2024. Possui curso intensivo de mercado de capitais oferecido pelo Insper em parceria com a B3. É também setorista de bancos. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
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Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022, 2023 e 2024. Possui curso intensivo de mercado de capitais oferecido pelo Insper em parceria com a B3. É também setorista de bancos. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
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