Dividendos no radar? PetroReconcavo (RECV3) vira compra para o Citi e ação salta 9% no Ibovespa; confira
O Citi elevou a PetroReconcavo (RECV3) de neutro para compra ao incorporar a alta probabilidade de um fluxo de caixa livre (FCF) mais forte ser convertido em dividendos, devido à ausência de projetos relevantes no pipeline e de aquisições e fusões (M&As) no radar. Na máxima, a ação chegou a disparar 9,25% (R$ 11,46) na manhã desta quinta-feira (11).
Por outro lado, o preço-alvo da petroleira foi reduzido de R$ 14 para R$ 13, o que ainda implica um potencial de valorização de quase 24% em relação ao fechamento anterior (10).
Segundo o Citi, a nova precificação de PetroReconcavo reflete uma provável produção menor de petróleo e gás (O&G) no próximo ano e maiores investimentos de capital (capex), fatores parcialmente compensados pela projeção mais elevada para o preço do petróleo.
Além disso, o banco menciona ainda que a ação está sendo negociada a um rendimento recorrente de fluxo de caixa livre para o acionista entre 13% e 14% e a múltiplos de 2,6x o valor de firma em relação ao Ebitda (EV/EBITDA) estimados para 2026 e 2027.
Por volta das 11h21 (horário de Brasília), a RECV3 aparecia como a segunda maior alta do Ibovespa (IBOV), com salto de 5,62%, a R$ 11,08. No mesmo horário, o principal índice da bolsa brasileira subia 0,06%, aos 168.719,49 pontos.
Ponto negativo no radar
O aumento da produção segue como um desafio para a PetroReconcavo, na avaliação do Citi, e foi um dos fatores que pesaram na nova precificação da empresa.
Segundo os dados operacionais de maio da petroleira, houve uma queda de 1,9% em relação ao mês anterior, com a produção de petróleo e gás em aproximadamente 23,9 mil barris de óleo equivalente por dia (boe/dia).
No período, a produção foi impactada principalmente por eventos não programados no Ativo Bahia, de acordo com a PetroReconcavo.