Dólar

Dólar fecha estável a R$ 4,99 na expectativa de negociações de paz no Oriente Médio

16 abr 2026, 17:05 - atualizado em 16 abr 2026, 17:28
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(Imagem: iStock/eyeglb)

O dólar à vista interrompeu a sequência de seis dias consecutivos de queda com expectativa de avanço das negociações de paz no Oriente Médio.

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Nesta quinta-feira (16), o dólar à vista (USDBRL) terminou as negociações a R$ 4,9929, com leve alta de 0,01%.



O movimento acompanhou o desempenho da moeda no exterior. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com alta de 0,15%, aos 98,207 pontos.

O que mexeu com o dólar hoje?

O mercado de câmbio continuou a monitorar os desdobramentos nas negociações de paz no Oriente Médio.

No início da tarde, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os líderes do Líbano e de Israel concordaram em um cessar-fogo por 10 dias. Segundo o Departamento de Estado dos EUA, a trégua começa nesta quinta-feira e pode ser prolongado por “acordo mútuo”.

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O chefe da Casa Branca ainda anunciou que a próxima reunião, dando início a segunda rodada de negociações, entre Washington e Teerã acontecerá no fim de semana e acrescentou que o cessar-fogo de 15 dias “não precisa ser estendido”.

Segundo a Bloomberg, alguns líderes do Golfo Pérsico e da Europa acreditam o acordo de paz definitivo entre EUA e Irã pode levar até seis meses.

Prévia do PIB e inflação

No cenário doméstico, dados macroeconômicos e falas de autoridades também movimentaram o câmbio.

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do PIB, registrou alta de 0,6% em fevereiro. A leitura ficou em linha com a expectativa do mercado. A mediana do mercado indicava uma alta de 0,60%, segundo as estimativas reunidas pelo Broadcast.

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Na leitura de Rodolfo Margato, economista da XP Investimentos, os dados reforçam que a atividade “ganhou tração” no início de 2026.

Já Matheus Pizzani, economista do PicPay, adota um tom mais cauteloso. “Embora o resultado na margem traga uma ‘foto’ positiva do nível de atividade medido pelo IBC-Br, seu filme sob um prisma mais extenso não confirma este cenário”, avaliou Pizzani.

O diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central, Paulo Picchetti, reafirmou que a expectativa de inflação para 2028 é “muito preocupante”.

No evento Itaú Latam Day, em Washington, Picchetti disse que o BC está tentando entender o fenômeno, acrescentando que “mais importante e mais preocupante” que os desvios no curto prazo é o desvio das expectativas de inflação em relação à meta em 2027 e 2028.

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No Relatório Focus da última segunda-feira (13), os economistas consultados pelo BC elevaram a projeção do IPCA de 3,85% para 3,91% em 2027 e mantiveram a expectativa de inflação a 3,60% no ano seguinte. A meta do BC é de 3% com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

Após as declarações de Picchetti, as taxas de Depósito Interfinanceiros (DIs) bateram as máximas intradia. O contrato de DI para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, subiu a 14,065% ante 13,960% do ajuste anterior; enquanto o contrato de DI para janeiro de 2036, de longo prazo, atingiu 13,590%, na máxima, ante 13,470% do ajuste anterior.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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