Dólar

Dólar sobe a R$ 5,11 com ‘risk-off’ nos mercados globais

17 jul 2026, 17:03 - atualizado em 17 jul 2026, 17:13
dólar real dxy câmbio
(Imagem: Nelson_A_Ishikawa/Getty Images)

O dólar à vista ganhou força no último pregão desta semana com aumento da aversão a risco externa. Nesta sexta-feira (17), o dólar à vista terminou as negociações a R$ 5,1112, com alta de 0,24%.

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O dólar acompanhou o fortalecimento da divisa no exterior ao longo da sessão, apesar do alívio nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasuries. Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava estável, aos 100,751 pontos.

Na semana, o dólar fechou próximo da estabilidade, com leve ganho de 0,05%, ante a moeda brasileira no mercado à vista. Já o DXY acumulou queda de 0,21% no período.

O que mexeu com o dólar hoje?

Com o ‘risk-off‘ no mercado global, em meio à uma pressão vendedora sobre ações de setores de tecnologia, com foco em semicondutores, o dólar ganhou força.

“O aumento da aversão global a risco penalizou de forma ampla as moedas de países emergentes e exportadores de commodities, intensificando o fluxo de busca pelo dólar”, afirmou Rebecca Nossig, analista de investimentos da Nomad.

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O mercado de câmbio também continuou a monitorar os desdobramentos do conflito entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio e os possíveis impactos da imposição de uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiro pelo governo Trump.

“O mercado agora monitora de perto as sinalizações de Brasília sobre uma possível resposta comercial por meio da Lei de Reciprocidade, o que gera o temor de uma disputa tarifária em espiral que poderia sufocar o comércio bilateral”, acrescentou Rebecca, analista da Nomad.

No cenário doméstico, os investidores também reagiram a novos dados macroeconômicos. Entre eles, o índice de atividade econômica do Banco Central (IBC-Br) registrou alta de 0,1% em maio na comparação mensal, acima das projeções de recuo de 0,2%, medidas pelo Broadcast.

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a prévia do Produto Interno Bruto (PIB) teve alta de 0,8%, enquanto no acumulado em 12 meses passou a um ganho de 1,4%, de acordo com números não dessazonalizados.

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Apesar da surpresa positiva, economistas avaliam que o resultado não altera o diagnóstico de desaceleração gradual da economia brasileira, uma vez que outros indicadores divulgados ao longo das últimas semanas já apontavam para uma perda de ritmo da atividade no segundo trimestre.

“O comportamento do câmbio hoje solidifica a moeda em patamares mais elevados e sinaliza que o prêmio de risco associado às tensões comerciais devem conrinuar ditando o ritmo dólar-real no curto prazo”, avaliou Rebecca Nossig, da Nomad.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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