Dólar

Dólar sobe a R$ 5,15 com sanções dos EUA ao Irã no radar

24 ago 2026, 17:03 - atualizado em 24 ago 2026, 17:22
Dólar câmbio bdr ações
(Imagem: Nelson_A_Ishikawa/Getty Images)

O dólar à vista ganhou força ante o real com as sanções dos Estados Unidos contra o Irã e seus parceiros econômicos no radar dos mercados. Além disso, o cenário eleitoral segue entre os temas de atenção dos investidores.

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Nesta segunda-feira (24), a divisa encerrou o dia com alta de 0,16%, a R$ 5,1532, no mercado à vista.

O movimento local foi puxado pelo fortalecimento do dólar global. Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara a moeda a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, caía 0,08%, aos 98.814 pontos.

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O que mexeu com o dólar hoje?

O mercado de câmbio operou atento às sanções econômicas dos Estados Unidos ao Irã e a seus parceiros econômicos.

No anúncio das medidas, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, ameaçou cortar países que tenham laços econômicos com Teerã do sistema financeiro do dólar, em coletiva de imprensa para anunciar a operação “Economic Outcast” — ou “Pária Econômico”, em português.

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A operação, no entanto, não chegou a impor penalidades de fato aos parceiros econômicos do Irã.

Bessent reiterou que o objetivo é isolar o regime persa do que classificou como sua rede de apoio global e colapsar suas opções na guerra do Oriente Médio.

No radar, fica o possível atrito entre EUA e China, uma das principais compradoras do petróleo iraniano.

No cenário doméstico, a nova pesquisa BTG Pactual/Nexus para a eleição presidencial 2026, divulgada nesta segunda-feira, aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 46% e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com 45% das intenções de voto em um eventual segundo turno. Na semana anterior, Lula tinha 47% e o senador, filho de Jair Bolsonaro, 44%.

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Com a diferença de Lula para Flávio Bolsonaro em 1 ponto, ante 3 pontos no levantamento anterior, ambos seguem empatados tecnicamente no segundo turno, já que a margem de erro é de 2 pontos porcentuais para cima ou para baixo.

Na avaliação da estrategista de ações da Nomad Rebecca Nossig, o ambiente manteve-se sob relativa calmaria, com o dólar comercial operando com oscilações contidas e sem uma tendência direcional clara.

“Essa estabilidade reflete um compasso de espera por parte dos investidores globais, que aguardam os detalhes e a efetividade das novas e severas sanções econômicas prometidas pelos Estados Unidos contra o Irã”, afirma Nossig.

Além da tensão geopolítica latente no Oriente Médio, o humor externo foi pautado, segundo a estrategista da Nomad, por uma maior aversão ao risco nas bolsas norte-americanas, que enfrentaram um movimento de realização de lucros focado especialmente nas ações das grandes empresas de tecnologia, limitando um otimismo mais generalizado nos mercados emergentes.

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*Com informações de Estadão Conteúdo

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

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