Dólar

Dólar recua a R$ 5,24 e acumula queda de mais de 1% na semana com incertezas sobre guerra no Irã

27 mar 2026, 17:08 - atualizado em 27 mar 2026, 17:08
dólar real
(Imagem: Nelson_A_Ishikawa/Getty Images)

O dólar à vista operou volátil ao longo da sessão com incertezas sobre a guerra no Irã, em meio a sinais contraditórios dos dois lados do conflito.

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Nesta sexta-feira (27), o dólar à vista (USDBRL) terminou as negociações a R$ 5,2417, com queda de 0,28%.



O movimento destoou do desempenho da moeda no exterior. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com alta de 0,22%, aos 100,123 pontos.

“A combinação de petróleo elevado, juros globais em alta e incerteza em torno do conflito no Oriente Médio sustentou a demanda por proteção ao longo da manhã, mas o movimento perdeu força com a desaceleração do dólar no exterior e sem piora adicional no cenário”, disse Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.

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Na semana, o dólar à vista acumulou queda de 1,27% ante o real.

O que mexeu com o dólar hoje?

A guerra no Oriente Médio, que completou o 28º dia, concentrou as atenções dos investidores, em meio a incertezas sobre um possível cessar-fogo.

Ontem (26), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que estava interrompendo os ataques às usinas de energia do Irã por 10 dias, até 6 de abril, a pedido do governo iraniano, e afirmou que as negociações com Teerã estão indo “muito bem”.

Já nesta sexta-feira, mediadores iranianos afirmaram ao Wall Street Journal que o país não solicitou um pausa de 10 dias nos ataques às suas usinas de energia, como Trump relatou, e que Teerã não apresentou uma resposta final a um plano de 15 pontos do governo norte-americano para encerrar a guerra.

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Além disso, o ministro de Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, disse que os ataques de Estados Unidos e Israel contra infraestrutura energética e civil iraniana contradizem com as declarações de negociações anunciadas por Trump.

O diplomata disse que o Irã irá reagir e “cobrará um preço alto pelos crimes israelenses”.

No final da tarde, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, disse Washington espera uma resposta do Irã “hoje ou amanhã”, voltando a cobrar um posicionamento de aliados durante reunião do G7 na França.

Ele também afirmou que o Irã pode decidir estabelecer um sistema de pedágio para o Estreito de Ormuz e insistiu que os países europeus e asiáticos que se beneficiam do comércio através da hidrovia devem contribuir com os esforços para garantir a livre passagem pelo estreito assim que o conflito terminar.

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Vale lembrar que Estreito de Ormuz, a via navegável por onde cerca de 20% do tráfego diário de petróleo do mundo normalmente flui, permanece fechado para países aliados dos EUA e Israel.

Em reação, os preços do petróleo voltaram a operar acima de US$ 100 o barril, elevando as preocupações sobre um choque inflacionário global. O contrato do Brent para junho, referência para o mercado, encerrou o dia com avanço de 3,37%, a US$ 105,32 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Em segundo plano

Os dados domésticos ficaram em segundo plano. Por aqui, a taxa de desemprego no Brasil subiu a 5,8% nos três meses até fevereiro, acima do esperado. A expectativa dos economistas consultados pela Reuters era de alta a 5,7%.

O dado também mostrou avanço ante a taxa de 5,4% no trimestre até janeiro e na comparação com os 5,2% do trimestre até novembro. No mesmo período do ano passado a taxa de desemprego havia sido de 6,8%.

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Apesar do aumento, a taxa é a menor para um trimestre encerrado em fevereiro desde o início da série histórica em 2012.

“A taxa de desemprego veio com o comportamento conforme esperado, com uma alta. É o efeito natural desse início de ano, dado o fim de empregos temporários que finalizaram no final do ano passado”, avaliou Antonio Ricciardi, economista do Daycoval.

*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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