Dólar

Dólar cai a R$ 5,12 à espera de Copom e eleições no radar

05 ago 2026, 17:08 - atualizado em 05 ago 2026, 17:26
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(Imagem: REUTERS/Dado Ruvic)

O dólar à vista perdeu força com os investidores à espera do decisão do Copom sobre juros e atençõs divididas com o cenário eleitoral.

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Nesta quarta-feira (5), o dólar à vista terminou as negociações a R$ 5,1282, com queda de 0,05%.

O dólar acompanhou o desempenho da divisa no exterior. Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, caía 0,16%, aos 99.698 pontos.

O que mexeu com o dólar hoje?

O câmbio brasileiro operou à espera da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que será divulgada ainda hoje após o fechamento dos mercados. A expectativa é de que o colegiado corte a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano.

Segundo a última atualização, da última segunda-feira (3), as Opções do Copom da B3 apontam 94,75% de chance de o Copom reduzir os juros de 14,25% para 14% hoje.

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“Os investidores adotaram uma postura de cautela e pequenos ajustes de posições ao longo do dia, em compasso de espera pelo Copom. Essa expectatuva ajuda a conter movimentos bruscos de alta e favorece uma leve correção, puxando a cotação do dólar um pouco para baixo”, afirmou Rebecca Nossig, estrategista de ações da Nomad.

O dólar também perdeu tração após o anúncio do nome do vice de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na chapa à Presidência. No final da manhã de hoje, o candidato anunciou o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-PB) como vice. “A escolha não está alinhada ao mercado”, afirmou Juliana Benvenuto, coordenadora de alocação e inteligência artificial da Avenue.

O chefe de mercados do banco ING, Chris Turner, avalia que o risco político associado às eleições presidenciais de outubro no Brasil representa a maior ameaça para o real agora. “Nenhum dos candidatos (nem o presidente Lula, nem Flavio Bolsonaro) parece comprometido com a austeridade fiscal”, disse em nota.

“No entanto, os investidores recebem uma remuneração substancial para manter posições em real e esperamos que a moeda continue apresentando desempenho superior ao projetado pela curva a termo”, acrescenta.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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