CryptoTimes

Dona da corretora brasileira Mercado Bitcoin, 2TM anuncia demissão de 15% da equipe

05 set 2022, 12:29 - atualizado em 05 set 2022, 12:29
Mercado Bitcoin
Para o CEO da Mercado Bitcoin, regulamentação cripto no Brasil é “um passo urgente e fundamental”. (Imagem: Unsplash/jeremybezanger)

Empresa-mãe da corretora cripto brasileira Mercado Bitcoin, 2TM anunciou a demissão de 15% da equipe, aproximadamente 100 funcionários, após cortes em junho.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Essa é a mais recente rodada de demissões entre as empresas cripto com sede na América Latina nos últimos meses. Bitso, corretora cripto mexicana, anunciou o corte de 80 funcionários em maio, e Buenbit, corretora cripto argentina, informou no mesmo mês ter reduzido a equipe de 215 para 115 funcionários.

As demissões acontecem em meio à queda no mercado de criptomoedas, incluindo o colapso da rede Terra – atual Terra Classic (LUNC) – bem como uma desaceleração econômica, com o aumento da inflação.

2TM também culpou a falta de uma regulamentação cripto no Brasil, a qual estaria colocando empresas cripto locais em desvantagem.

“Na 2TM, nós unificamos nossas marcas e concluímos a integração das companhias adquiridas em 2021, buscando eficiência e sinergia”, disse a dona da Mercado Bitcoin em uma declaração.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Mesmo assim, a adversidade na economia continua, e o ambiente competitivo continua deteriorado e injusto sem a aprovação de uma infraestrutura regulatória para criptoativos, com agentes que seguem as leis sendo penalizados contra companhias que ignoram as regras locais”.

‘Lei Bitcoin’: O que dizem especialistas sobre o projeto
que mudará o rumo dos criptoativos no país

Regulamentação cripto no Brasil

Era esperado que o Congresso brasileiro já tivesse aprovado uma regulamentação para as criptomoedas, após o Senado ter aprovado o projeto de lei em abril, mas o projeto sofreu atrasos enquanto aguarda aprovação na Câmara dos Deputados.

Embora tenha recebido caráter de urgência, as chances do PL 4.401/2021, de autoria do deputado Áureo Ribeiro (SD/RJ) ser aprovado não são favoráveis para acontecer neste semestre, antes das eleições presidenciais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em julho, o deputado federal Expedito Netto (PSD-RO), relator da proposta na Câmara, rejeitou duas modificações aprovadas pelo Senado: uma delas está relacionada à segregação patrimonial, e a outra obrigava empresas estrangeiras a fazerem um registro de CNPJ para operar no Brasil.

Empresas cripto apresentaram visões diferentes sobre se as modificações deveriam ser incluídas no projeto de lei e como.

Binance, que deu início à aquisição da corretora cripto brasileira Sim;paul, disse ao The Block em julho que apoia a regulamentação no Brasil e demais países.

No entanto, a maior corretora cripto do mundo acredita que empresas menores seriam impactadas negativamente por precisarem atender às novas regulamentações sem um período de ajustes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Binance também observou que a proposta aprovada pelo Senado também não explicou suficientemente como as regras de segregação patrimonial se aplicariam a diferentes instituições, criando incertezas.

Em julho, o CEO da Mercado Bitcoin, Reinaldo Rabelo, disse ao The Block que a regulamentação cripto no Brasil é “um passo urgente e fundamental”.

“Padronização, quando bem feita, vai além de ser uma restrição e garante liberdade com responsabilidade”, disse Rabelo. “Traz certeza legal que estimula inovação, investimentos e empreendedorismo, fortalecendo a posição do país na nova economia digital”, acrescentou.

2TM arrecadou US$ 50 milhões em um segundo fechamento para sua rodada de financiamento série B em novembro de 2021. Em janeiro deste ano, a dona da Mercado Bitcoin anunciou a expansão para a Europa, com a aquisição da CriptoLoja, corretora cripto portuguesa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O CEO da Mercado Bitcoin disse ao The Block que a corretora registrou o maior volume da história em 2021, com transações somando mais de R$ 40 bilhões.

Siga o Crypto Times no Facebook!

Curta nossa página no Facebook e conecte-se com jornalistas, analistas e leitores do Crypto Times. Nosso time traz as discussões mais importantes do dia e você participa das conversas sobre as notícias e análises de tudo o que acontece no mundo cripto. Siga agora a página do Crypto Times no Facebook!

Disclaimer

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Money Times publica matérias informativas, de caráter jornalístico. Essa publicação não constitui uma recomendação de investimento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
theblock@moneytimes.com.br

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar