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EcoRodovias (ECOR3) tem queda de 95% no lucro no 2T26, para R$ 9,9 milhões

30 jul 2026, 18:34
dividendos ecorodovias
(Imagem: Facebook/EcoRodovias)

A EcoRodovias (ECOR3) registrou lucro líquido consolidado de R$ 9,9 milhões no segundo trimestre de 2026 (2T26), queda de 95% em relação aos R$ 199,3 milhões apurados no mesmo período do ano passado.

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Já o lucro líquido recorrente, atribuído aos acionistas controladores e ajustado por efeitos extraordinários, somou R$ 52,9 milhões, recuo de 74,1% na comparação anual. O cálculo exclui, entre outros itens, uma provisão de R$ 31,7 milhões relacionada ao acordo de resolução de controvérsias das antigas concessões Ecovia Caminho do Mar e Ecocataratas, no Paraná.

Segundo a companhia, o resultado foi impactado principalmente pela redução do Ebitda em razão do encerramento do contrato de concessão da Ecovias Sul, pelo aumento das despesas financeiras em um cenário de inflação persistente e pelo avanço dos investimentos para ampliação da capacidade e melhorias das concessões rodoviárias.

A receita líquida ajustada, que exclui a receita de construção, avançou 1%, para R$ 1,837 bilhão. Na mesma base de comparação, desconsiderando a Ecovias Sul, a receita líquida comparável cresceu 9,8%.

O tráfego consolidado recuou 0,4% no trimestre, refletindo o encerramento da concessão da Ecovias Sul, enquanto o tráfego comparável — que exclui Ecovias Sul, Ecovias Noroeste Paulista e Ecovias Raposo Castello — avançou 3,2%.

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O Ebitda ajustado somou R$ 1,348 bilhão no trimestre, queda de 1,1% em relação ao mesmo período do ano passado. A margem Ebitda ajustada ficou em 73,4%, recuo de 1,5 ponto percentual. Desconsiderando a Ecovias Sul, porém, o Ebitda ajustado comparável cresceu 9%, para R$ 1,356 bilhão, impulsionado pelo aumento do tráfego e pelos reajustes das tarifas de pedágio.

O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 804,6 milhões, piora de 31% na comparação anual, principalmente pelo aumento dos juros e da correção monetária sobre debêntures indexadas ao IPCA. Ao fim de junho, a dívida líquida era de R$ 23,48 bilhões, enquanto a alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado, encerrou o trimestre em 4,1 vezes, aumento de 0,2 vez em relação a março.

A companhia investiu R$ 1,547 bilhão no trimestre, alta de 32% em um ano, com foco em obras de ampliação de capacidade, melhorias e conservação das concessões rodoviárias.

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