Empresas

Em recuperação extrajudicial, Oncoclínicas (ONCO3) vende participação na Arábia Saudita e firma acordo de R$ 90 milhões

03 ago 2026, 11:20
oncoclínicas (Imagem: Divulgação)
Oncoclínicas (Imagem: Divulgação)

A Oncoclínicas (ONCO3) divulgou nesta segunda-feira (3) dois fatos relevantes sobre operações envolvendo a venda de participação em uma joint venture na Arábia Saudita e acordo com a Unimed.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A companhia formalizou a venda da fatia que detinha na Specialized Medical Treatment Company, correspondente a 45.000.754 de ações, ou 27,49%, do capital social, para a Advanced Drug Company for Pharmaceuticals, sociedade constituída e existente de acordo com as leis da Arábia Saudita,

De acordo com a Oncoclínicas, a venda da participação na joint venture está alinhada às medidas tomadas no processo de recuperação extrajudicial da companhia, protocolado em meados do mês passado.

O documento não apresentou detalhes sobre valores envolvidos nessa operação.

Em um segundo fato relevante, a Oncoclínicas informou que a sua subsidiária Navarra fechou no dia 31 de julho um acordo com a Unimed São Gonçalo Niterói, operadora da marca Unimed Leste Fluminense.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O acordo trata de uma cobrança judicial feita pela Navarra em 1º de junho deste ano sobre o não pagamento de parcelas previstas em instrumentos de confissão de dívida. O valor cobrado era de R$ 159,2 milhões.

Nos termos do acordo, a Unimed Leste Fluminense pagará à Navarra o valor total de R$ 90 milhões. O acordo será submetido à homologação judicial.

Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Sufoco financeiro

A situação atual da Oncoclínicas é resultado de uma sucessão de eventos, sendo o principal a tentativa de expansão da companhia, após a sua oferta pública de ações (IPO) em 2021.

Isso porque a empresa surgiu com tratamentos oncológicos como o core do negócio, no entanto, expandiu o foco de clínicas que realizavam o diagnóstico e tratamentos como radioterapia e quimioterapia para uma parte de alta complexidade do tratamento oncológico.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para fomentar a continuidade da expansão, a estratégia se voltou para aquisições de hospitais. O movimento, contudo, não deu certo, dada a falta de expertise para gerir outras áreas hospitalares além da oncológica.

Somado a isso, do lado macro, o aumento da taxa básica de juros (Selic) no Brasil impactou a o custo financeiro da dívida, a capacidade de geração de caixa e o processo de desalavancagem da companhia. Já no micro, aumento de revisões pelas operadoras de planos de saúde, alongamento dos prazos, entre outros, se juntaram ao cenário.

Entre as medidas adotadas para tentar pôr a casa em ordem, houve a venda de hospitais adquiridos e cancelamento de hospital que seria construído. Além disso, a empresa desistiu dos planos de uma joint venture para atuar na Arábia Saudita.

Nesse processo, a companhia passou por diversas capitalizações e chegou a estar envolvida com o Banco Master, com parte de caixa da companhia aplicado em CDBs do banco de Daniel Vorcaro, que injetou capital na companhia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
Linkedin
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
Linkedin

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar