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Embraer (EMBJ3) entrega 65 aeronaves no segundo trimestre, melhor desempenho em 16 anos

02 jul 2026, 18:13 - atualizado em 02 jul 2026, 18:16
Arte com avião da Embraer nos céus de São Paulo
Arte com avião da Embraer (EMBR3) nos céus de São Paulo

A Embraer (EMBJ3) voltou a registrar um recorde ao entregar 65 aeronaves no segundo trimestre de 2026, alta de 7% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo documento enviado ao mercado nesta quinta-feira (2). Trata-se do seu melhor desempenho de entregas no período durante os últimos 16 anos.

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Na comparação com o primeiro trimestre, o avanço é ainda mais expressivo: 48%. No acumulado do primeiro semestre, a companhia entregou 109 aeronaves, cerca de 20% acima das 91 unidades entregues no mesmo período de 2025.

No segmento de aviação comercial, foram 20 aeronaves entregues no trimestre, incluindo seis unidades do modelo E195-E2, atualmente o maior jato da Embraer em produção nessa categoria.

Já a unidade de negócios de aviação comercial registrou forte aceleração, com alta de 100% em relação ao primeiro trimestre — quando foram entregues 10 aeronaves — e crescimento de 5% na comparação anual, frente às 19 entregas do segundo trimestre de 2025.

A aviação executiva também apresentou desempenho robusto, com 45 jatos entregues no trimestre, avanço de 55% frente ao trimestre anterior e de 18% em relação ao mesmo período do ano passado.

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Segundo a companhia, o resultado foi impulsionado pelo maior volume de entregas de jatos de pequeno e médio porte, refletindo a demanda sólida do setor e ganhos de eficiência operacional.

Não houve entregas no segmento de defesa & segurança no período.

Para 2026, a Embraer projeta entregar entre 80 e 85 aeronaves na aviação comercial e entre 160 e 170 na aviação executiva, o que representa crescimento médio anual de cerca de 6% em ambos os casos.

Embraer no mercado

A ação da Embraer encerrou o primeiro semestre em queda de 6,20%, em meio ao aumento da aversão ao risco provocado pelo conflito no Irã, que elevou o preço do petróleo e pressionou o setor aéreo.

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Com custos mais altos, companhias aéreas tendem a conter demanda no curto prazo, o que alimentou preocupações sobre possíveis impactos nos pedidos de aeronaves.

Apesar disso, o BTG Pactual manteve recomendação de compra para os ADRs da fabricante brasileira negociados em Nova York, com potencial de valorização estimado em até 57%.

Para os analistas, a Embraer vive um momento favorável, sustentado por fatores como o crescimento da carteira de pedidos (backlog), a melhora gradual da cadeia de suprimentos, a aceleração das entregas e perspectivas positivas para todas as suas divisões.

O banco também destaca que a companhia segue negociando com desconto em relação a concorrentes globais, mesmo com a recuperação operacional recente.

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A projeção do BTG é de crescimento consistente da receita líquida nos próximos anos: de US$ 7,37 bilhões em 2025 para US$ 8,32 bilhões em 2026, alcançando US$ 8,99 bilhões em 2027..

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Editor-assistente
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022, 2023 e 2024. Possui curso intensivo de mercado de capitais oferecido pelo Insper em parceria com a B3. É também setorista de bancos. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
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