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Embraer (EMBJ3): Entregas do 1T26 agradam e quatro analistas indicam compra; veja os motivos

06 abr 2026, 11:58 - atualizado em 06 abr 2026, 11:58
Embraer
(Imagem: Wikimedia)

As ações da Embraer (EMBJ3) operam em alta no pregão desta segunda-feira (6), repercutindo o relatório de entregas referente ao primeiro trimestre de 2026, que mostrou um salto de 47% em relação ao mesmo período do ano passado.

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Segundo a companhia, foram entregues 44 aeronaves, sendo 10 da aviação comercial, com três delas do modelo E195-E2, a maior aeronave atualmente em produção pela Embraer nesse segmento.

O volume da unidade de negócios cresceu 43% em relação ao ano passado, quando foram entregues sete aeronaves.

O número veio significativamente acima das projeções de 31 aeronaves o BTG Pactual. Na visão do banco, a combinação de um backlog (carteira de pedidos) recorde, tendência ainda sólida de pedidos e entregas mais fortes formam um conjunto de fatores que reduzem o risco no atual cenário macroeconômico e do conflito no Oriente Médio.

“Isso nos dá maior confiança para manter nossa visão positiva sobre a ação, especialmente nos níveis atuais de valuation”, afirmam os analistas do BTG.

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O Itaú BBA avalia os números como levemente positivos para a ação, considerando que a companhia conseguiu superar as projeções da casa — que já eram mais otimistas — em meio a um período de alta incerteza e volatilidade, reforçando a confiança incorporada na carteira de pedidos.

“Reiteramos Embraer como nossa principal recomendação e também enxergamos uma oportunidade atrativa de compra“, dizem os analistas.

Por volta de 11h40 (horário de Brasília), as ações EMBJ3 subiam 0,91%, cotadas a R$ 81,71. Acompanhe o tempo real.



Capacidade de execução da Embraer

Mesmo considerando a sazonalidade do primeiro trimestre, o BTG avalia o volume de entregas da Embraer como forte, o que sugere, na visão do banco, uma melhora sequencial na cadeia de suprimentos e potencial de revisão positiva para as estimativas do trimestre.

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O banco destaca que as ações da fabricante de aeronaves brasileira apresentaram desempenho inferior nos últimos meses, com quede de aproximadamente 30% em relação ao pisco. Tendo em vista esse movimento e os fundamentos sólidos da Embraer, o BTG mantém a visão positiva e reitera a recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 126.

O Bradesco BBI também tem uma leitura positiva sobre as entregas da Embraer, que superaram as estimativas da casa e do consenso tanto no segmento comercial quanto no executivo.

Os analistas da casa destacam três pontos. O primeiro deles é o volume acima do esperado, analisado aeronave a aeronave, que aponta para um potencial upside de receita de cerca de US$ 60 milhões (aproximadamente 4%), principalmente pelo melhor resultado em executivos.

Somado a isso, o BBI avalia que as margens podem se beneficiar do maior volume em base anual via diluição de custos, ainda que o mix de clientes, relevante para a rentabilidade, não tenha sido divulgado. Por fim, os analistas destacam queas entregas reforçam a menor sazonalidade ao longo do ano.

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A casa mantém recomendação de compra para as ações da Embraer, com preço-alvo de R$ 121.

O Santander classifica os números de entrega do primeiro trimestre como animadores, devido ao aumento de volumes na comparação anual em todas as três unidades de negócios de aeronaves, sinalizando que o objetivo da companhia de equilibrar a produção e as entregas ao longo do ano começa a se concretizar.

“Além disso, acreditamos que o 1T26 pode apresentar margens mais fortes no geral, principalmente devido a um mix de produtos mais favorável e ao maior número de entregas do Embraer EMB 314 Super Tucano”, dizem os analistas do banco.

A classificação do Santander para a fabricante de aeronaves brasileira é outperform (equivalente à compra).

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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