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Embraer (EMBJ3): Por que a fabricante brasileira é ‘top pick’ para o BTG e BBA? Veja riscos e gatilhos para 2026

09 jan 2026, 15:09 - atualizado em 09 jan 2026, 15:09
eve embraer
O excelente momento que a Embraer (EMBJ3) viveu ao longo de 2025 parece ter vindo junto para o ano novo. (Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O excelente momento que a Embraer (EMBJ3) viveu ao longo de 2025 parece ter se estendido para o ano novo. Analistas permanecem otimistas com a fabricante de aeronaves brasileira, sendo a principal escolha do BTG Pactual e Itaú BBA.

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A equipe de analistas do BTG, liderada por Lucas Marquiori, acreditara que seria difícil para a companhia corresponder ao nível de expectativa ao longo de 2025. No entanto, os resultados entregues falaram mais alto, e a ação respondeu com mais um movimento relevante de valorização em 2025, mesmo com os longos períodos de apreciação do real no período.

“O ano foi marcado por vendas recordes na aviação comercial, contratos relevantes no negócio de Defesa, um Paris Air Show bastante movimentado e acordos emblemáticos, entre outros destaques. Em termos operacionais, as entregas também foram muito sólidas, mesmo levando em conta os impactos negativos das novas tarifas de importação impostas pelos EUA”, pondera o BTG.

Neste sentido, para 2026 a régua está alta para a companhia, que terá como principal desafio sustentar o forte momentum construído nos últimos anos, veem os analistas.

A expectativa é de continuidade do sucesso em novas campanhas na aviação comercial, impulsionada pelas restrições globais de oferta no segmento de narrowbodies (tipo de aeronave). Já o segmento de Defesa deve permanecer forte em um contexto de aumento dos riscos geopolíticos e dos orçamentos militares.

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Na aviação executiva, o foco está no aumento da capacidade produtiva, dado o backlog (carteira de pedidos) elevado. Além disso, o mercado deve acompanhar de perto o desenvolvimento do novo negócio de eVTOL da Embraer, a Eve, como uma importante opcionalidade de crescimento.

Embraer como top pick

O BTG coloca a Embraer como a principal escolha para exposição ao dólar, apoiada por uma dinâmica favorável de oferta e demanda na indústria de aviação, que beneficia os fabricantes de aeronaves.

“Historicamente, manter a ação antes da divulgação dos resultados do quarto trimestre, período de pico de entregas, tem sido uma estratégia consistente (e, como já divulgado, as entregas do quarto trimestre confirmam esse padrão)”, dizem os analistas.

Embora os múltiplos estejam acima das médias históricas, o banco vê fundamentos que justificam esse nível e acreditam que existem catalisadores capazes de reduzir o desconto de valuation em relação aos pares globais.

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A Embraer também é a top pick do Itaú BBA, que reiterou a recomendação após as entregas do quarto trimestre de 2025, quando a fabricante reportou entregas de 32 aeronaves comerciais e 53 jatos executivos no quarto trimestre, atendendo às suas orientações de entrega para 2025.

Para o BBA, a recomendação de compra é sustentada por um sólido momentum em todas as unidades de negócios e upside adicional proveniente da Eve e de um potencial pedido de defesa da Índia.

O BTG destaca em relatório que Embraer não é um consenso claro, uma vez que a maioria dos analistas globais classifica a ação como Compra, dada a exposição ao tema global de Defesa, enquanto alguns analistas locais a avaliam como Neutra/Venda, em função do valuation mais elevada em relação às médias históricas.

Riscos a monitorar

A equipe de analistas do BTG aponta cinco principais riscos a se monitorar neste ano. O primeiro deles é geopolítica, que permanece um ponto crític, em especial as tarifas de importação dos EUA e uma eventual redução de conflitos globais, que poderia aliviar a pressão sobre orçamentos militares.

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Somado a isso, estão problemas persistentes na cadeia de suprimentos, que podem atrasar a aceleração da produção de aeronaves, além do aumento da concorrência com o programa A220 da Airbus, que segue limitando o crescimento da plataforma E2.

Por fim, atrasos na expansão da capacidade produtiva de jatos executivos podem prejudicar o crescimento e a não conquista de contratos relevantes, como a nova licitação de transporte militar da Força Aérea Indiana, podem representar desafios.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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