Embraer (EMBJ3) lucra R$ 1,1 bilhão e ação dispara 7%; ‘Compraria para meu filho para daqui a 10 anos’, diz sócio da GT Capital
A forte alta das ações da Embraer (EMBJ3) nesta segunda-feira (10) ocorreu após a divulgação dos resultados do segundo trimestre e a melhora das projeções para 2026. A companhia registrou lucro líquido ajustado de R$ 1,1 bilhão no período, avanço de 25% na comparação anual.
A companhia dobrou a expectativa de fluxo de caixa livre ajustado, de US$ 200 milhões para US$ 400 milhões ou mais. Também elevou a projeção de margem Ebit (lucro antes de juros e impostos) ajustado para entre 10% e 10,6%, ante a faixa anterior de 8,7% a 9,3%.
Marcus Labarthe, sócio da GT Capital, vê a Embraer como uma das poucas empresas de tecnologia da Bolsa brasileira. “O Brasil, na Bolsa de Valores, basicamente tem duas empresas de tecnologia: a Embraer e a WEG”, afirmou no Giro do Mercado de hoje.
- Assista a entrevista na íntegra abaixo.
Na visão dele, os resultados devem continuar fortes. “Os números tendem a continuar indo muito bem, por isso que a ação está subindo 7% no pregão de hoje.”
Segundo ele, o potencial de crescimento dessas companhias ajuda a sustentar a valorização dos papéis. “Quando envolve tecnologia, é quase ilimitado o quanto uma empresa pode estar apresentando de melhora nos resultados, oxigenando e se reinventando”.
Labarthe citou ainda a redução das despesas como um dos fatores que contribuíram para o desempenho. Ele destacou a sequência de contratos firmados pela fabricante ao longo do ano, que amplia a visibilidade sobre as receitas futuras.
“A perspectiva da Embraer, possivelmente pelos analistas e pelos bancos ao longo dessa semana, vai ser também de atualizar a tendência do preço da ação, o preço-alvo da ação para a continuidade do ano”, disse.
A defesa é outra frente de crescimento. Segundo Labarthe, programas como o KC-390 e o Super Tucano colocam a Embraer em posição favorável para aproveitar o aumento dos investimentos militares globais.
“A Embraer também está indo para esse ramo militar. A gente sabe o quanto os países vêm investindo ao longo desses últimos dois anos e vão continuar investindo”, afirmou.
Questionado sobre a inclusão da ação em carteira, o sócio da GT Capital foi direto: “Se eu tivesse que comprar uma ação para o meu filho para daqui a 10 anos, no Brasil, com certeza Embraer seria uma delas”.
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*Sob supervisão de Renan Sousa