Eneva (ENEV3): BTG eleva preço-alvo e vê pontencial para R$ 41 bilhões em dividendos até 2032; entenda
Mesmo com alta de 21% em 2026, o BTG Pactual acredita que a Eneva (ENEV3) pode mais. O banco elevou o preço-alvo da ação, de R$ 20 para R$ 31 – o que representa uma alta potencial de 29,7%.
Para o BTG, o papel também entra em um clube seleto de ações “compounder“, que podem gerar pequenos ganhos que, ao longo do tempo, trazem um retorno acumulado enorme.
Uma ação “compounder” tem baixo risco de receita, proteção contra a inflação, forte histórico de alocação de capital e oportunidades promissoras de investimento à frente.
A nova projeção do BTG incorpora os resultados do Leilão de Reserva de Capacidade, do qual a companhia foi a grande vencedora.
O banco já esperava que a Eneva incorporasse pelo menos 1,3 GW à sua capacidade, mas a empresa contratou 3,5 GW de potência em novos projetos. Ela recontratou térmicas existentes, além de novos hubs e investimentos, garantindo receitas por 10 a 15 anos.
Com esses projetos, a empresa terá uma geração de caixa mais estável para os próximos anos. A receita anual vinda dessas plantas será de R$ 11,7 bilhões, ou R$ 9,6 bilhões ao considerar a participação proporcional da Eneva nos projetos, calcula o BTG.
Com uma margem Ebitda estipulada em 80%, o ganho de rentabilidade proporcional da empresa pode chegar a R$ 7,7 bilhões.
Maior estabilidade no caixa e possibilidade de dividendos bilionários
Além disso, Eneva, segundo o BTG, reduzirá sua dependência em despacho, o processo de otimizar plantas de energia para regular oferta e demanda.
Desde que a Eneva adquiriu a Celse, em Sergipe, em 2022, e venceu o leilão da Eletrobras com a térmica Azulão, “a companhia vem reduzindo sua dependência do despacho e passando de uma tese ligada a momentos de preços spot elevados para uma geradora de fluxo de caixa estável”, diz o BTG.
Com esse fluxo de dinheiro entrando, a Eneva terá duas opções: encontrar oportunidades de novos projetos ou M&A para investir e crescer ainda mais, ou distribuir dinheiro aos acionistas.
Caso nenhum projeto seja desenvolvido, o banco estima que o fluxo de caixa da companhia aumente para mais de R$ 11 bilhões em 2030.
“Se a companhia buscar uma alavancagem de 1,5x em 2032 — e não encontrar novas oportunidades de alocação de capital até lá —, poderia distribuir R$ 41,5 bilhões em dividendos até 2032 (o equivalente a 90% do valor de mercado atual)”, diz o BTG.