Estas são as 7 ações favoritas do JP Morgan para surfar nas recompras de ações
O JP Morgan selecionou suas sete empresas favoritas com maior potencial de valorização, combinando recomendação Overweight (OW) — de compra — com programas ativos de recompra de ações.
O banco mapeou as empresas sob cobertura que possuem programas de recompra com duração entre 12 e 18 meses. Foram encontradas 104 companhias, com 50% delas classificadas como Overweight.
Dentro desse universo, os papéis da Vamos (VAMO3), Totvs (TOTS3), JSL (JSLG3), Simpar (SIMH3), Smart Fit (SMFT3), C&A (CEAB3) e XP Inc (XPBR31) se destacam entre aqueles com maior upside (quanto a ação pode subir) para o preço-alvo e recomendação OW, distribuídas entre os setores industrial, consumo discricionário e financeiro.
Para o banco, as recompras vêm se consolidando como um sinal cada vez mais relevante na América Latina.
Segundo os analistas, a exposição a programas de buyback favorece as companhias em um ambiente no qual muitos ativos da região ainda negociam com desconto, a emissão de novas ações permanece limitada e as empresas passam a devolver mais capital aos acionistas.
Nesse contexto, o JPM destaca que as recompras tendem a impulsionar o lucro por ação (EPS) — já que o resultado é dividido por um número menor de papéis em circulação —, além de apoiar uma reprecificação dos ativos e estimular a demanda pelas ações.
“As oportunidades setoriais mais atraentes são aquelas em que recompras ativas coincidem com alto potencial de valorização frente aos preços-alvo, valuations descontados em relação ao histórico do setor e uma dinâmica de resultados favorável”, dizem os analistas em relatório.
Do ponto de vista setorial, o banco vê a indústria como o principal destaque, com potencial médio de valorização estimado em 47%, aliado a valuations abaixo das médias históricas.
Já o setor de consumo discricionário combina upside médio de 33% com um dos maiores níveis de desconto em relação ao histórico.
Por sua vez, o setor financeiro também apresenta potencial relevante, com valorização média de 29%, embora negocie mais próximo de seus padrões históricos, o que demanda maior seletividade.
Em análise dos últimos 10 anos, o JP Morgan observa que uma carteira composta por empresas com forte histórico de recompra entregou retorno médio anual de 9%, superando os 4% registrados pelo índice MSCI LatAm no mesmo período.
*Com supervisão de Juliana Américo