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ETFs com gestão ativa? Inter aposta na evolução dos FOFs em nova estratégia

28 set 2026, 11:56
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(Imagem: Freepik)

Comprar um ETF pode ser simples. Decidir qual comprar, quanto investir e quando mudar de posição é outra história. É nessa escolha que a Inter Asset quer atuar com o Inter Evolution ETF Ações, fundo que investe em ETFs, mas cuja carteira é ajustada ativamente pela gestora.

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O produto é um fundo de fundos (FoF), e não um ETF negociado em bolsa. O investidor aplica no Inter Evolution, a equipe seleciona os ETFs, define o peso de cada um e revê as posições conforme sua leitura do mercado. A carteira pode combinar exposições ao Brasil e ao exterior, índices amplos e temas ou setores específicos.

“Os ETFs são os instrumentos utilizados para acessar diferentes exposições, enquanto a gestão define como combiná-las de acordo com a leitura de mercado e as teses de investimento”, afirma Daniel Castro, CEO da Inter Asset.

Em conversa com jornalistas no último sábado, os executivos explicaram que a estratégia busca responder a uma dúvida de quem investe por conta própria: além de escolher um ETF, é preciso saber quando reduzir a posição ou trocar a exposição da carteira.

A equipe citou as eleições brasileiras como exemplo. Uma mudança nas perspectivas para a disputa ou para a política fiscal pode alterar a atratividade de empresas ligadas ao mercado interno em relação a outros grupos de ações. Segundo os executivos, o fundo também pode recorrer a derivativos para proteger a carteira diante de determinados riscos.

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Em um movimento recente, a gestora relatou ter reduzido posições depois de avaliar que o mercado havia ficado mais eufórico. É esse tipo de ajuste que pretende fazer dentro do fundo, sem que o cotista precise negociar cada ETF separadamente.

Por que mudar um fundo que já existia?

O Inter Evolution nasceu da reformulação de um fundo de ações que investia em outros fundos. Na coletiva, os executivos disseram que o produto anterior tinha um histórico que a gestora queria aproveitar, mas sua estrutura já não acompanhava tão bem a demanda dos clientes por liquidez e agilidade nas mudanças de carteira.

Ao passar a investir em ETFs, a Inter Asset afirma ter ganhado mais rapidez para alterar as posições. Para o cotista, a principal mudança é o prazo de resgate. Segundo a gestora, antes era de D+30 na estratégia anterior. Agora a cotização ocorre em D+1, com pagamento em D+2 dias úteis, conforme o release.

O nome Evolution, explicaram os executivos, procura refletir justamente essa transformação de um produto existente. A avaliação da gestora é que os ETFs ampliaram as possibilidades de construção de carteira para os FoFs, especialmente quando o objetivo é combinar diferentes exposições e ajustá-las com frequência.

Os FoFs tradicionais vão acabar?

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Não é essa a aposta da Inter Asset. Na entrevista, os executivos disseram que pretendem manter fundos que investem em outros gestores quando essa estrutura fizer mais sentido. Citaram, por exemplo, estratégias de infraestrutura e de crédito privado nas quais a seleção de gestores especializados continua relevante.

A distinção, segundo a gestora, depende do mercado e da capacidade do gestor de entregar um resultado superior ao de um ETF comparável. Em segmentos nos quais os ETFs oferecem acesso eficiente e custos competitivos, a Inter vê espaço para usá-los na montagem dos FoFs. Em outros, prefere investir por meio de fundos tradicionais.

O Inter Evolution ETF Ações tem aplicação inicial de R$ 100 e é aberto a investidores em geral. Cobra taxa de administração de 1% ao ano e taxa de performance de 20% sobre o rendimento que superar o Ibovespa.

A Inter Asset também estuda lançar um ETF próprio, mas ainda avalia que tipo de produto justificaria essa iniciativa. Por enquanto, sua aposta é usar ETFs disponíveis no mercado como peças de uma carteira cuja composição fica sob responsabilidade da gestora.

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.

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