ETFs de renda fixa quadruplicam e superam os de renda variável em patrimônio pela primeira vez, diz Anbima
Os fundos de índice (ETFs) de renda fixa atingiram R$ 60,8 bilhões em patrimônio líquido em junho deste ano e ultrapassaram, pela primeira vez, os ETFs de renda variável, que somaram R$ 55,8 bilhões, segundo dados da Anbima.
Na comparação com junho de 2025, o patrimônio da categoria saltou de R$ 13,2 bilhões para R$ 60,8 bilhões, mais do que quadruplicando em apenas um ano.
O avanço ocorre em meio ao cenário de juros elevados, mas também reflete vantagens desses produtos. Os ETFs de renda fixa não sofrem a incidência do come-cotas, costumam ter taxas de administração baixas e permitem diversificação por meio da compra de uma única cota negociada em Bolsa.
Captação cresce e pessoas físicas ampliam participação
O crescimento da renda fixa tem impulsionado o mercado de ETFs como um todo. Em junho, a captação líquida da indústria somou R$ 5,9 bilhões. Desse total, R$ 5,2 bilhões, ou 88%, foram destinados aos fundos de renda fixa.
Um ano antes, a captação líquida dos ETFs havia sido de R$ 1,4 bilhão. Em 12 meses, o crescimento superou 320%.
As pessoas físicas também têm aumentado a exposição a esses produtos. Entre maio de 2024 e maio de 2026, o volume investido em ETFs passou de R$ 9,8 bilhões para R$ 25,6 bilhões, alta de 161%.
No varejo tradicional, os investimentos cresceram de R$ 3,3 bilhões para R$ 9,3 bilhões. Já no segmento private, avançaram de R$ 2,3 bilhões para R$ 6,5 bilhões.
*Sob supervisão de Renan Dantas