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ETFs de renda fixa quadruplicam e superam os de renda variável em patrimônio pela primeira vez, diz Anbima

05 ago 2026, 8:00
ETF (Imagem: gopixa/istockphoto) ID da foto:1472468191
(Imagem: gopixa/istockphoto)

Os fundos de índice (ETFs) de renda fixa atingiram R$ 60,8 bilhões em patrimônio líquido em junho deste ano e ultrapassaram, pela primeira vez, os ETFs de renda variável, que somaram R$ 55,8 bilhões, segundo dados da Anbima.

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Na comparação com junho de 2025, o patrimônio da categoria saltou de R$ 13,2 bilhões para R$ 60,8 bilhões, mais do que quadruplicando em apenas um ano.

O avanço ocorre em meio ao cenário de juros elevados, mas também reflete vantagens desses produtos. Os ETFs de renda fixa não sofrem a incidência do come-cotas, costumam ter taxas de administração baixas e permitem diversificação por meio da compra de uma única cota negociada em Bolsa.

Captação cresce e pessoas físicas ampliam participação

O crescimento da renda fixa tem impulsionado o mercado de ETFs como um todo. Em junho, a captação líquida da indústria somou R$ 5,9 bilhões. Desse total, R$ 5,2 bilhões, ou 88%, foram destinados aos fundos de renda fixa.

Um ano antes, a captação líquida dos ETFs havia sido de R$ 1,4 bilhão. Em 12 meses, o crescimento superou 320%.

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As pessoas físicas também têm aumentado a exposição a esses produtos. Entre maio de 2024 e maio de 2026, o volume investido em ETFs passou de R$ 9,8 bilhões para R$ 25,6 bilhões, alta de 161%.

No varejo tradicional, os investimentos cresceram de R$ 3,3 bilhões para R$ 9,3 bilhões. Já no segmento private, avançaram de R$ 2,3 bilhões para R$ 6,5 bilhões.

*Sob supervisão de Renan Dantas

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Estagiário no Money Times e estudante de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. Foi trainee e repórter freelancer na Folha de S.Paulo.
Estagiário no Money Times e estudante de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. Foi trainee e repórter freelancer na Folha de S.Paulo.

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