Guerra

EUA e Irã trocam ataques pelo segundo dia consecutivo, abalando frágil cessar-fogo

11 jun 2026, 4:30 - atualizado em 11 jun 2026, 4:30
Estreito de Ormuz
EUA negam que Estreito de Ormuz esteja bloqueado (Foto: Jacques Descloitres/ Wikimedia Commons)

Os Estados Unidos e o Irã trocaram ataques aéreos pelo segundo dia consecutivo nesta quinta-feira (11), enquanto o presidente Donald Trump prometeu realizar novos bombardeios caso Teerã não concorde imediatamente com um acordo de paz.

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A escalada das hostilidades começou na segunda-feira (8) com a derrubada de um helicóptero de ataque Apache dos EUA próximo ao Estreito de Ormuz, desencadeando uma série de ataques de retaliação em território iraniano e contra bases militares americanas na região.

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Trata-se da ameaça mais séria até agora ao frágil cessar-fogo firmado em abril, reduzindo as esperanças de um rápido fim para a guerra iniciada no final de fevereiro com grandes ataques aéreos conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

Os militares americanos informaram que seus ataques mais recentes tiveram como alvo “capacidades de vigilância militar, sistemas de comunicação e posições de defesa aérea em todo o Irã”, em resposta ao que classificaram como a “agressão contínua e injustificada” de Teerã.

Trump disse ao repórter Trey Yingst, da Fox News, na noite de ontem (10), que os ataques americanos seriam interrompidos em breve, mas que retomaria pesados bombardeios caso os líderes iranianos não assinassem imediatamente um acordo com os Estados Unidos, segundo relato de Yingst em rede social.

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O Comando Central das Forças Armadas dos EUA anunciou que os ataques foram concluídos cerca de quatro horas após terem começado, pouco depois da meia-noite em Teerã.

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) afirmou ter lançado contra-ataques contra 18 alvos militares americanos em bases aéreas no Kuwait e no Bahrein, além da Quinta Frota da Marinha dos EUA, sediada no Bahrein.

Posteriormente, informou também ter atacado, pela segunda noite consecutiva, a base aérea de Al-Azraq, na Jordânia, disparando 12 mísseis balísticos contra a instalação americana.

O Ministério do Interior do Bahrein informou que uma menina de 11 anos sofreu ferimentos leves, enquanto veículos pegaram fogo e residências foram danificadas nas cidades de Hamad e Manama após a queda de destroços de drones iranianos interceptados e destruídos.

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O Kuwait informou que fechou temporariamente seu espaço aéreo devido a um ataque iraniano.

EUA negam Estreito de Ormuz fechado

O alto comando militar conjunto do Irã também advertiu que abriria fogo contra qualquer embarcação que tentasse atravessar o Estreito de Ormuz, que permanece amplamente fechado há meses. A mídia iraniana informou que dois navios americanos teriam sido atingidos.

O Comando Central dos EUA negou que o estreito estivesse fechado ou que qualquer embarcação americana tivesse sido atingida, afirmando que navios comerciais continuam transitando pela passagem marítima apesar das ameaças iranianas.

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Os Estados Unidos mantêm seu próprio bloqueio aos portos iranianos e informaram nesta quarta-feira que dispararam contra uma embarcação no Golfo de Omã que ignorou suas instruções e transportava petróleo iraniano. A Índia informou que três marinheiros desaparecidos da embarcação morreram.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
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