Bolsas da Europa têm forte queda com crise política no Reino Unido e tensão geopolítica
Os índices europeus encerraram o pregão desta terça-feira (12) em forte queda em meio ao temor de escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã e à crise política no Reino Unido.
O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com queda de 1,01%, aos 606,63 pontos.
Entre os principais índices, o DAX, de Frankfurt, caiu 1,62%, aos 23.954,93 pontos; o CAC 40, de Paris, teve queda de 0,95%, aos 7.979,92 pontos e; o índice FTSE 100, de Londres encerrou em baixa de 0,04%, aos 10.265,93 pontos.
O que mexeu com os mercados europeus hoje?
As negociações para um cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã continuaram no radar dos investidores, mas dados locais e o cenário político do Reino Unido ganharam destaque.
Entre os dados, a confiança dos investidores da Alemanha melhorou inesperadamente em maio. Após dois meses consecutivos de fortes declínios nas expectativas econômicas, o indicador aumentou inesperadamente para -10,2 pontos neste mês, em comparação com -17,2 do anterior. Os analistas ouvidos pela Reuters esperavam que a leitura caísse para -19,8 pontos.
O mercado ainda acompanhou os desdobramentos da crise política no Reino Unido. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou aos ministros que continuará governando, apesar das 48 horas “desestabilizadoras” de crescentes apelos para estabelecer um cronograma para sua saída após uma derrota nas eleições locais. Ele tem sido pressionado a renunciar ao cargo.
Em uma reunião de seu gabinete, Starmer repetiu que, embora tenha assumido a responsabilidade por uma das piores derrotas eleitorais do Partido Trabalhista, não houve nenhuma ação oficial para iniciar uma disputa pela liderança.
O primeiro-ministro assumiu a responsabilidade pelos maus resultados eleitorais e reconheceu, na segunda-feira, que tinha “céticos”. Starmer prometeu “enfrentar os grandes desafios” que o país enfrenta, mas o discurso não impressionou os membros do partido, e vários assessores ministeriais se demitiram na véspera.
Para a Capital Economics, a possível destituição do primeiro-ministro pode resultar em alta de juros e dos rendimentos dos títulos do governo britânico, e possíveis substitutos não devem emplacar o crescimento econômico.
Como resultado, as ações de bancos britânicos caíram: o Barclays cedeu 3,6%, o Lloyds teve queda de 4% e o NatWest recuou 3,5%.
Entre outros destaques corporativos, a Lufthansa subiu cerca de 2%, após a decisão de elevar a participação na Ita Airways a 90%.
Em repercussão aos balanços, a Vodafone e a Siemens Energy recuaram 8% e 5%, respectivamente, enquanto a Bayer avançou na casa de 4%.
*Com informações de Estadão Conteúdo