Mercados

Inflação no maior nível desde 2023 afasta Wall Street dos recordes; índices fecham em tom misto

12 maio 2026, 17:01 - atualizado em 12 maio 2026, 17:08
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(Imagem: Karolina Kaboompics/Pexels)

Os índices de Wall Street encerraram o pregão desta terça-feira (12) sem direção única, afastando-se dos recordes nominais, com os investidores à espera do encontro entre Trump e Xi Jinping e taxa anualizada da inflação no maior nível em três anos.

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Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: +0,11%, aos 49.760,56 pontos;
  • S&P 500: -0,16%, aos 7.400,97 pontos;
  • Nasdaq: -0,71%, aos 26.088,203 pontos.

O que movimentou Wall Street hoje?

Enquanto o impasse nas negociações de paz entre Estados Unidos e Irã continuam no radar, os investidores concentraram as atenções em novos dados de inflação.

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) teve alta de 0,6% em abril, em dados ajustados sazonalmente, e elevou a taxa anual para 3,8%, segundo o Departamento de Estatística do Trabalho do país.

Os resultados ficaram acima da expectativa do mercado. A taxa anual também foi a mais alta desde maio de 2023 e bastante superior à meta de 2% do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA).

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O núcleo do CPI, que exclui alimentos e energia, teve ganho de 0,4% na comparação mensal e 2,8% na base anual, também acima do esperado.

O CPI, embora não seja o indicador de referência de inflação para o Fed, funciona como um “calibrador” das expectativas sobre a trajetória dos juros.

Perto do fechamento, os agentes financeiros projetam 97,6% de chance de o Fed manter os juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano na próxima decisão de política monetária, em junho, de acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group. Não há precificação de corte nos juros até dezembro de 2027.

O CME ainda mostra existe chance de alta nos juros, por sua vez, a partir de março do próximo ano – com 55,3% de elevação de 25 (38,8%), 50 (13,9%) ou 100 pontos-base.

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O presidente da unidade do Fed de Chicago, Austan Goolsbee, afirmou que a aceleração da inflação foi uma “decepção inesperada”.

A inflação está “indo na direção errada, e está indo na direção errada não apenas em coisas relacionadas ao petróleo e não apenas em coisas relacionadas a tarifas”, disse Goolsbee à Greater Rockford Chamber of Commerce em Rockford, Illinois.

Conflito no Oriente Médio

Ontem (11), o presidente norte-americano, Donald Trump, reafirmou que a contraproposta do Irã é “inaceitável” e classificou as exigências de Teerã como “lixo”.

“Eu o consideraria mais fraco no momento, depois de ler aquele pedaço de lixo que eles nos enviaram. Eu nem sequer terminei de ler”, disse Trump, que ameaçou repetidamente acabar com o cessar-fogo, aos repórteres.

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Já hoje, o membro da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento do Irã, Abbas Ghalroo, disse que os EUA têm duas exigências que são uma questão de honra para a República Islâmica, e não podem ser aceitas: a cessação permanente do enriquecimento de urânio e a entrega do material enriquecido para Washington, informou a agência Iran International.

Em paralelo, o Kuwait acusou Teerã de enviar uma equipe armada da Guarda Revolucionária para atacar uma de suas ilhas, segundo a Associated Press. O Irã não reconheceu imediatamente a acusação.

Também o líder do grupo xiita libanês Hezbollah, Naim Kassem, pediu ao governo do Líbano que se retire das negociações diretas com Israel, classificando-as como uma concessão e defendendo “negociações indiretas”.

Ainda na questão geopolítica, o mercado ficou à espera do encontro entre Trump e o presidente da China, Xi Jinping. De acordo com Pequim, a visita do presidente norte-americano acontecerá entre quarta-feira (13) e sexta-feira (15).

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O republicano disse que terá uma longa conversa com o mandatário chinês sobre a guerra no Irã. “Não acho que precisamos de ajuda com o Irã. Vamos vencer de uma forma ou de outra, pacificamente ou não”, disse Trump aos repórteres ao deixar a Casa Branca rumo à China.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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