Bolsas da Europa avançam apesar de incertezas geopolíticas e encontro entre Trump e Xi no radar
Os índices europeus fecharam a sessão desta quarta-feira (13) em alta mesmo com a falta de avanços para um acordo de paz no Oriente Médio, além das atenções voltadas para o encontro entre os presidentes dos EUA, Donald Trump, e chinês, Xi Jinping.
O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com alta de 0,79%, aos 611,42 pontos.
Entre os principais índices, o DAX, de Frankfurt, subiu 0,76%, aos 24.136,81 pontos; o CAC 40, de Paris, teve avanço de 0,35%, aos 8.007,97 pontos e; o índice FTSE 100, de Londres registrou ganho de 0,58%, aos 10.325,35 pontos.
O que mexeu com os mercados europeus hoje?
Os investidores seguiram de olho no conflito no Oriente Médio e na viagem do presidente dos EUA à China. Trump já afirmou que não precisa da ajuda de Pequim com o Irã.
Na avaliação do Swissquote Bank, a guerra no Oriente Médio “está em um impasse”, o que pesou nos papéis de defesa. A italiana Leonardo recuou 1,07% e a sueca Saab teve baixa de 3,6%.
Trump viajou à China acompanhado de executivos e CEOs de empresas de tecnologia e de semicondutores, incluindo a Nvidia, Micron Technology e Qualcomm, o que fez os papéis das companhias dispararem em Nova York.
Como reflexo, do outro lado do Atlântico, as holandesas do setor BE Semiconductor, ASM International e ASML avançaram 3,4%, 4,5% e 4,2%, respectivamente.
Entre outros destaques corporativos, em reação aos balanços, as seguradoras Allianz e Zurich Insurance subiram 1,0% e 4,5%, a Deutsche Telekom avançou 1,1% e a Merck KGaA teve alta perto de 7%.
Com a temporada de balanços do primeiro trimestre chegando ao fim, a expectativa é de que os lucros corporativos tenham crescido no ritmo mais rápido em três anos. A previsão é de um aumento de 10,2% no trimestre, de acordo com dados compilados pela LSEG.
Apesar dos ganhos de hoje, o índice Stoxx tem desempenho inferior ao de seus pares asiáticos e norte-americanos, devido à menor exposição da Europa a ações de hardware e inteligência artificial (IA).
*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters