Mercados

Bolsas da Europa fecham sem direção única de olho nas negociações no Oriente Médio e balanços

16 abr 2026, 15:00 - atualizado em 16 abr 2026, 15:18
Bolsas Europa
(Imagem: REUTERS/Benoit Tessier)

Os índices europeus fecharam o pregão desta quinta-feira (15) sem direção única no aguardo por avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã, além dos resultados da temporada de balanços corporativos.

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O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com ligeira queda de 0,05%, aos 616,95 pontos.

Entre os principais índices, o FTSE 100, de Londres, fechou com alta de 0,29%, aos 10.589,99 pontos; o DAX, de Frankfurt, subiu 0,36%, aos 24.154,47 pontos; e o CAC 40, de Paris, caiu 0,14%, aos 8.262,70 pontos.

O que movimentou os mercados europeus hoje?

Os investidores acompanharam os resultados da temporada de balanços corporativos e seguiram à espera de avanços nas negociações de paz mais duradoura entre Estados Unidos e Irã.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em publicação na rede Truth Social que os líderes de Israel e Líbano concordaram em iniciar um cessar-fogo de 10 dias às 17h (horário do leste dos EUA, 18h em Brasília). Trump não informou, porém, o dia em que o cessar-fogo começa a vigorar.

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O banco norte-americano Brown Brothers Harriman afirma a expectativa de uma solução diplomática entre EUA e Irã segue ditando o humor do mercado, especialmente se houver garantia de navegação no Estreito de Ormuz.

Contudo, a Macquarie alerta que o cessar-fogo permanece frágil e pode se deteriorar sem avanços no programa nuclear iraniano.

Em relação aos dados macroeconômicos, a inflação da zona do euro foi revisada para cima, a 2,6% em março, refletindo impactos do conflito. Já o Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido, por sua vez, surpreendeu positivamente em fevereiro.

Entre ações, o setor tech avançou 1,6% e foi um dos destaques do dia, enquanto companhias aéreas ficaram sob pressão e caíram 1,3%.

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A easyJet recuou cerca de 5,8% após alertar para perdas e aumento de custos com combustível, enquanto a KLM cedeu perto de 3,7% após anunciar cortes de voos. A Lufthansa caiu cerca de 3,1%.

Segundo o diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, a Europa dispõe de “talvez umas seis semanas, mais ou menos, de combustível de aviação”. Birol alertou ainda que voos poderão ser cancelados “em breve” se os suprimentos de petróleo continuarem bloqueados pela guerra no Irã.

Por outro lado, petroleiras como TotalEnergies, que subiu 0,8%, avançaram com a perspectiva de preços mais altos de energia. A Repsol registrou alta de quase 2,2% após acordo para ampliar produção na Venezuela.

*Com informações de Estadão Conteúdo

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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