Bolsas da Europa fecham em queda com pressão de bancos e aversão a risco de olho na França
As bolsas da Europa fecharam em queda nesta segunda-feira (19), pressionadas por vendas de ações de bancos e pela aversão a risco após protestos violentos na França.
O movimento refletiu preocupações com a situação fiscal francesa, enquanto investidores acompanharam a temporada de balanços e os preços do petróleo, em meio a incertezas geopolíticas.
O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com baixa de 0,80%, aos 639,56 pontos.
Entre os principais índices, em Londres, o FTSE 100 caiu 1,08%, a 10.764,69 pontos. Em Frankfurt, o DAX recuou 1,18%, a 25.319,77 pontos. Em Paris, o CAC 40 teve perda 1,11%, a 7.868,05 pontos.
O que movimentou a Europa hoje?
Os protestos fizeram os juros dos títulos franceses de dez anos saltarem. Para a Capital Economics, a situação fiscal do país deve piorar antes de melhorar, mas o risco de contágio é limitado, diante da baixa exposição dos bancos à dívida soberana e da capacidade de atuação do Banco Central Europeu (BCE).
Em Paris, os bancos foram destaque entre as baixas. O subíndice do setor bancário no Stoxx 600 cedeu 2,4%. Société Générale recuou 3,8%, BNP Paribas perdeu 3,1% e Crédit Agricole cedeu 3,1%, em meio à alta dos juros soberanos. Na Itália, UniCredit (-2,6%), Mediobanca (-2,2%) e BPER Banca (-2,7%) também caíram. Milão também viu uma onda de protestos.
Carrefour caiu 2,3% após informar que 50 lojas foram saqueadas durante os protestos. A varejista também anunciou a compra da Codifrance por 152 milhões de euros. Ainda em Paris, Accor e Klépierre registraram baixas de 3,3% e 2,2%, respectivamente.
Em Frankfurt, Continental perdeu 2,6%, enquanto Rheinmetall cedeu 3,6%. A Merck perdeu 0,6% após a compra da Silence.
Em Londres, 3i Group caiu 2,9%, e InterContinental Hotels Group perdeu 1,5%. Em contrapartida, BP avançou 0,1%, acompanhando ganhos anteriores do petróleo.
No setor de semicondutores, BE Semiconductor subiu 3,3% e ASML avançou 1,3% na Holanda, em sintonia com a recuperação de techs nos EUA.
*Com informações da Dow Jones Newswires