Mercados

Bolsas da Europa têm dia negativo com incertezas sobre a duração do conflito no Irã

02 abr 2026, 13:53 - atualizado em 02 abr 2026, 14:18
Bolsas europeias
(Imagem: REUTERS/Benoit Tessier)

Os índices europeus encerraram o pregão desta quinta-feira (2), majoritariamente, em queda com a possível prolongação do conflito no Oriente Médio após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometer atacar o Irã com “força extrema”.

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O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com queda de 0,18%, aos 596,63 pontos.

Entre os principais índices, o FTSE 100, de Londres, subiu 0,69%, aos 10.43629 pontos; o DAX, de Frankfurt, caiu 0,56%, aos 23.168,08 pontos; e o CAC 40, de Paris, fechou com baixa de 0,24%, aos 7.962,39 pontos.

O que movimentou os mercados europeus hoje?

Os investidores continuaram a monitorar os desdobramentos do conflito no Irã, iniciado em 28 de fevereiro.

Ontem (1º), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump afirmou que manterá os ataques ao Irã sem se comprometer com um cronograma específico para encerrar a guerra.

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“Vamos terminar o trabalho, e vamos terminá-lo muito rápido. Estamos chegando muito perto”, disse Trump, em pronunciamento, acrescentando que as forças armadas dos EUA estavam quase atingindo seus objetivos no conflito, que terminaria em duas ou três semanas, mas sem dar detalhes específicos.

O cientista político norte-americano e presidente da Eurasia, Ian Bremmer, avaliou que o discurso de Trump “não foi, de forma alguma, o que os mercados esperavam”.

Além disso, segundo o New York Times, várias agências de inteligência dos EUA avaliaram nos últimos dias que o governo iraniano não está disposto a participar de negociações substanciais para acabar com a guerra.

Do outro lado, o comandante-chefe do Exército do país, Amir Hatami, afirmou que o quartel-general operacional do Irã precisa monitorar “os movimentos do inimigo com o máximo de pessimismo e precisão” e estar pronto para combater qualquer método de ataque.

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“Nenhuma tropa inimiga deve sobreviver se os adversários tentarem uma operação terrestre”, disse Hatami, segundo a mídia estatal.

Já no início da tarde, o Ministério das Relações Exteriores iraniano afirmou que está elaborando um protocolo com Omã para monitorar o tráfego no Estreito de Ormuz.

A possível reabertura do Estreito normalizaria, em parte, os fluxos do petróleo e, em consequência, aliviaria as preocupações com um choque inflacionário global.

“Dissemos o tempo todo que o impacto econômico dessa crise depende não apenas do aumento dos preços da energia, mas de quanto tempo eles permanecerão elevados”, escreveram os economistas do ING.

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*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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