Mercados

Bolsas da Europa derretem com temores de inflação e registram 3ª semana consecutiva de perdas

20 mar 2026, 15:26 - atualizado em 20 mar 2026, 15:30
Bolsas Europa
(Imagem: REUTERS/Benoit Tessier)

Os índices europeus fecharam nesta sexta-feira (20) em forte queda de olho na volatilidade do petróleo, que traz viés de alta para a inflação. As bolsas da Europa tiveram a terceira semana consecutiva de perdas desde o início da guerra no Oriente Médio.

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O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com queda de 1,78%, aos 573,28 pontos.

Entre os principais índices, o DAX, de Frankfurt, tombou 2,01%, aos 22.380,19 pontos; o FTSE 100, de Londres, teve queda de 1,44%, aos 9.918,33 pontos; e o CAC 40, de Paris, caiu 1,82%, aos 7.665,62 pontos.

O que movimentou os mercados europeus hoje?

As atenções do mercado seguiram concentradas no conflito no Irã, que entrou em seu 21º dia. Os contratos futuros do Brent para maio voltaram a ser negociados a US$ 110 o barril no início da tarde, diante dos desdobramentos do conflito no Oriente Médio

Segundo noticiado pela Reuters, os militares norte-americanos estão enviando um grande navio de assalto anfíbio com milhares de fuzileiros navais e marinheiros adicionais para o Oriente Médio, enquanto o novo líder supremo do Irã elogiava a “unidade” e a “resistência” do país.

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Os preços do petróleo moderaram mais cedo diante da possibilidade de remoção das sanções ao petróleo iraniano, após falas do secretário de Energia dos EUA, Chris Wright. De acordo com Wright, o movimento permitiria o abastecimento da Ásia em três ou quatro dias.

Na quinta-feira (19), o Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas de juros em 2%, mas as autoridades devem discutir aumentos nos próximos meses.

“Acreditamos que as autoridades já podem começar a aumentar em abril, já que alguns aventaram essa possibilidade”, disse Franziska Palmas, economista sênior para a Europa da Capital Economics.

Os operadores precificam dois aumentos de 0,25 ponto porcentual nos juros da zona do euro até o final de 2026, segundo os dados da LSEG, divergindo das expectativas anteriores à guerra, de taxas inalteradas ao longo do ano.

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*Com informações de Reuters 

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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