Mercados

Bolsas da Europa avançam com balanços e setor de energia à espera de decisão do BCE

22 jul 2026, 15:01 - atualizado em 22 jul 2026, 15:03
(Imagem: Bolsa de Frankfurt 10/06/2021 REUTERS)

Os índices europeus fecharam o pregão desta quarta-feira (22) em alta. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com avanço de 0,58%, aos 646,93 pontos.

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Entre os principais índices, o CAC 40, de Paris, encerrou o pregão com ganho de 0,89%, aos 8.437,89 pontos. Já o FTSE 100, de Londres, subiu 1,24%, aos 10.716,97 pontos, e o DAX, de Frankfurt, encerrou o dia com alta de 0,58%, aos 25.155,41 pontos.

O que mexeu com os mercados europeus hoje?

Os investidores acompanharam os resultados do segundo trimestre de 2026 e a continuidade nas tensões no Oriente Médio, com troca de ataques entre Estados Unidos e Irã, enquanto o mercado aguarda a decisão do Banco Central Europeu (BCE).

Em relação aos balanços corporativos, as espanholas Santander (+1,63%) e Iberdrola (-0,40%) ditaram os rumos para a Bolsa de Madri nesta quarta-feira. A confirmação do Santander de que está no caminho para cumprir seu guidance é o principal ponto positivo, apesar de fraqueza no Brasil, diz o UBS.

A Airbus saltou quase 7% em Paris ao projetar um lucro operacional de pelo menos 12 bilhões de euros em 2029.

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Já o subíndice europeu de petróleo e gás avançou 0,86% em meio ao choque energético provocado pelos ataques entre os Estados Unidos e o Irã, em linha com o avanço do Brent.

As britânicas BP e Shell ganharam 2% e 1,35%, respectivamente, enquanto a francesa TotalEnergies subiu 2,03%. Outro destaque positivo era o setor de mineração (+0,65%) diante da força dos preços do ouro.

O setor de tecnologia, por outro lado, caiu 1,16%, pausando o rali antes da divulgação dos resultados financeiros de big techs norte-americanas, o que deve servir como um termômetro para a continuidade do “trade de IA”.

No front macroeconômico, a taxa anual de inflação ao consumidor (CPI) do Reino Unido desacelerou abaixo do esperado em junho. Na avaliação do banco holandês ING, o alívio dos preços enfraquece o argumento para eventuais altas de juros pelo Banco da Inglaterra (BoE).

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Para amanhã, o Goldman Sachs espera que o BCE mantenha as taxas de juros inalteradas em 2,25% e realize um último aperto monetário na reunião de setembro.

*Com informações de Reuters e Estadão Conteúdo

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

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