Bolsas da Europa fecham em leve alta com balanços e pressão do petróleo
As bolsas da Europa fecharam majoritariamente em alta nesta quarta-feira (28), pós vários balanços decepcionantes, somados à alta nos preços do petróleo, agravarem o nervosismo dos investidores antes da decisão sobre os juros.
O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com alta de 0,07%, aos 644,14 pontos.
Entre os principais índices, o DAX, de Frankfurt, avançou 0,44%, a 25.704,02 pontos e o FTSE 100, de Londres, terminou o pregão com avanço de 0,07%, a 10.694,50 pontos. CAC 40, de Paris, fechou estável 7.886,96 pontos.
O que movimentou a Europa hoje?
Esses movimentos moderados definirão o tom antes da decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) na quinta-feira. Os investidores esperam, em geral, que as taxas sejam mantidas, mas ainda assim buscarão pistas sobre a trajetória futura.
Com os rendimentos dos títulos soberanos franceses em alta, os mercados também estarão atentos a sinais de um tom mais ameno por parte do BCE em resposta à turbulência no país.
A Thyssenkrupp foi a maior perdedora no STOXX 600, após uma queda de 17%, na sequência de uma estreia discreta no mercado de sua divisão de comercialização de materiais.
A plataforma holandesa de pagamentos Adyen foi a segunda maior perdedora, com queda de mais de 13% após reduzir sua meta de margem de lucro operacional para 2026.
O índice FTSE 100 do Reino Unido fechou em leve alta depois que o ministro das Finanças britânico, John Healey, divulgou seu primeiro orçamento.
Entre as ações do setor financeiro, o Deutsche Bank subiu cerca de 4% após divulgar um aumento surpreendente no lucro do terceiro trimestre. O Standard Chartered subiu 2,4% após elevar suas metas de crescimento e lucratividade para o ano inteiro.
Por outro lado, o espanhol Santander caiu 5,6% após os resultados do terceiro trimestre, com os lucros mais fracos no Brasil pesando sobre o resultado, levando o índice de referência espanhol — fortemente influenciado pelo setor bancário — a uma queda de 1,5%, a maior entre os pares.
O UBS registrou queda de 0,6% após divulgar um lucro líquido no terceiro trimestre praticamente em linha com as expectativas.
No entanto, os analistas mantiveram uma visão otimista em relação ao setor.
“Ainda esperamos que os bancos continuem em boa posição em termos de solidez dos negócios, pois não vimos as economias enfraquecerem tanto quanto esperávamos”, disse Ipek Ozkardeskaya, analista sênior da Swissquote.