Mercados

Bolsas da Europa fecham em alta com PIB forte; FTSE 100 destoa e cai após decisão de juros

30 jul 2026, 14:46 - atualizado em 30 jul 2026, 14:59
Bolsas europeias
(Imagem: REUTERS/Benoit Tessier)

Os índices europeus terminaram o pregão desta quinta-feira (30) em alta, impulsionados por balanços corporativos sólidos em setores cíclicos, como o financeiro e o industrial.

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O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com avanço de 0,77%, aos 649,95 pontos.

Entre os principais índices, o CAC 40, de Paris, encerrou o pregão com ganho de 0,92%, aos 8.485,64 pontos; e o DAX, de Frankfurt, encerrou o dia com alta de 0,60%, aos 25.612,03 pontos.

O FTSE 100, de Londres, destoou do desempenho dos demais índices em reação à decisão de juros do Banco da Inglaterra, e caiu 0,10%, aos 10.897,27 pontos

O que movimentou a Europa hoje?

Os investidores reagiram a novos dados econômicos e à decisão de política monetária na Inglaterra. A escalada dos conflitos no Oriente Médio, com ataques diretos dos EUA no Irã ficaram no radar.

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Entre os dados, a economia da zona do euro cresceu 1,8% em termos anualizados, superando o crescimento nos EUA, que foi de 1,5% no período.

Apesar das contínuas interrupções na cadeia de suprimentos e dos preços mais altos da energia, impulsionados pela guerra dos EUA e Israel contra o Irã, as economias da zona do euro provaram ser mais resilientes do que muitos economistas acreditavam.

“O crescimento contínuo e constante da economia da zona do euro no segundo trimestre mostra que as famílias e empresas não reduziram muito seus gastos devido à guerra”, afirmou o economista-chefe para a Europa na Capital Economics, Andrew Kenningham.

Já o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) manteve os juros em 3,75% ao ano, em uma decisão não-unânime: dos 9 membros, três voltaram pela alta de 0,25 ponto percentual nos juros.

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A dissidência foi maior do que a esperada pela maioria dos economistas consultados pela Reuters, que projetavam manutenção dos juros por 7 votos a 2.

“Embora três dos nove membros do comitê tenham votado por um aumento da taxa, o comunicado e as declarações das autoridades reforçam a percepção de que o Banco Central está mais confiante de que a alta dos preços da energia não será suficiente para alimentar uma inflação mais persistente”, avalia o economista James Smith, do ING, em relatório a clientes.

A expectativa do ING é que o BoE mantenha os juros estáveis por um período prolongado.

*Com informações de Estadão Conteúdo

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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