Bolsas da Europa fecham mistas com Oriente Médio e balanços
Os índices europeus terminaram sem direção única o pregão desta quarta-feira (5) diante das incertezas sobre um acordo no Oriente Médio e os balanços corporativos.
O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com avanço de 0,04%, aos 657,14 pontos, em novo recorde nominal histórico.
Entre os principais índices, o CAC 40, de Paris, encerrou o pregão com ganho de 0,03%, aos 8.669,30 pontos, e o FTSE 100, de Londres subiu 0,08%, aos 10.888,30 pontos.
Já o DAX, de Frankfurt, encerrou o dia com perda de 0,29%, aos 26.126,30 pontos
O que movimentou a Europa hoje?
Os investidores seguiram de olho no conflito no Oriente Médio, com as falas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na madrugada de que um acordo sobre o controle do Estreito de Ormuz poderia ser fechado entre hoje e amanhã.
Além disso, os EUA removeram sanções de contraterrorismo contra empresas do Iraque ligadas ao regime iraniano, de acordo com o Departamento do Tesouro, uma pré-condição de Teerã para avançar em negociações de paz.
No entanto, um navio foi atingido ao passar pelo Estreito de Ormuz, enquanto os houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, afirmaram ter atingido uma embarcação saudita no Mar Vermelho. Ainda assim, os preços do petróleo operam em baixa.
Nos dados macroeconômicos, o índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) de serviços da zona do euro atingiu o maior nível em cinco meses, segundo a S&P Global. O mesmo indicador para a Alemanha e do Reino Unido também foi revisado para cima.
Já o índice de preços ao produtor (PPI, em inglês) da zona do euro subiu 4,6% na comparação anual de junho.
Entre os destaques do pregão, a mineradora Glencore avançou cerca de 4% em Londres, após divulgar lucro semestral forte e anunciar planos de buscar uma listagem secundária no mercado acionário da Austrália.
Já a cervejaria Heineken subiu 2,42% em Amsterdã ao registrar aceleração no crescimento dos volumes, o que impulsionou os resultados.
A farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk, por outro lado, caiu mais de 4% em Copenhague, pressionada por vendas abaixo do esperado do novo Wegovy em comprimidos, apesar de ter melhorado suas projeções para 2026. A Siemens Energy perdeu 0,25% em Frankfurt após os lucros.
*Com informações de Estadão Conteúdo