Juros

Europa: Autoridades do BCE mantêm em aberto possibilidade de alta dos juros em julho

12 jun 2026, 8:34 - atualizado em 12 jun 2026, 8:34
Presidente do banco central alemão, Joachim Nagel 25 de março de 2026. REUTERS/Anne Ackermann

Autoridades do Banco Central Europeu mantiveram em aberto, nesta sexta-feira, a possibilidade de um novo aumento das taxas de juros em julho devido à inflação acelerada, mas afirmaram que ainda é muito cedo para determinar se tal movimento será necessário para evitar que a alta dos preços provocada pela guerra no Irã se espalhe.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O BCE elevou as taxas de juros na quinta-feira, tornando-se o primeiro grande banco central a apertar a política monetária diante do salto nos preços do petróleo, depois que a inflação ultrapassou os 3% e até mesmo o aumento subjacente dos preços — que exclui as variações no setor de energia — subiu bem acima da meta de 2%.

“O Conselho do BCE se reunirá para sua próxima reunião de política monetária em julho”, afirmou o presidente do banco central alemão, Joachim Nagel, em comunicado. “Estamos mantendo todas as nossas opções em aberto e estamos prontos para agir novamente, caso seja necessário.”

Ulo Kaasik, o recém-empossado presidente do banco central da Estônia, por sua vez, alertou que a inflação pode ser mais forte do que o previsto, já que a incerteza á excepcionalmente alta.

“Considerando os vários riscos, é bastante provável que o aumento dos preços na zona do euro seja mais rápido do que o esperado”, disse ele em uma postagem de blog, acrescentando que o BCE ainda deve manter sua abordagem de decidir a política monetária reunião a reunião.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Embora os comentários públicos tenham sido cautelosos e evasivos nesta sexta-feira, fontes próximas à discussão disseram à Reuters que um aumento em julho não é o cenário base por enquanto, e que será necessário um aumento nos preços da energia ou outra surpresa negativa na inflação para que eles ajam nessa ocasião.

Ainda assim, uma pausa pode ser seguida por outro aumento em setembro, acrescentaram.

Os mercados financeiros veem uma chance em três de outro aumento dos juros em julho, mas um movimento até setembro já está totalmente precificado.

O presidente do banco central austríaco, Martin Kocher, mostrou-se mais cauteloso do que alguns, dada a queda acentuada nos preços da energia mais cedo, em meio a rumores de que o Irã e os EUA podem estar próximos de um acordo para encerrar a guerra.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Faltam seis semanas para a próxima reunião de definição de juros no final de julho”, disse Kocher em uma coletiva de imprensa, acrescentando: “Muita coisa pode acontecer nesse período… Quem sabe quais desenvolvimentos teremos.”

Primoz Dolenc, presidente do banco central da Eslovênia, disse que o BCE tem toda a flexibilidade para agir se isso se tornar necessário.

“Acreditamos que, no contexto de alta incerteza sobre a magnitude e a persistência do choque energético, esse nível de taxas de juros nos permite responder adequadamente a novos desenvolvimentos”, disse ele em uma postagem de blog.

Nagel, um potencial candidato à sucessão da presidente do BCE, Christine Lagarde, no próximo ano, disse que o aumento das taxas de juros na quinta-feira foi necessário, pois a inflação agora está se espalhando para além do setor energético e começando a afetar os preços de outros bens e serviços.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“O choque de oferta desencadeado pela guerra no Oriente Médio está se mostrando forte e persistente”, disse ele. “É por isso que não podemos simplesmente ‘ignorá-lo’.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar