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Exterior puxa Ibovespa para alta de 2%, mas ainda há incertezas sobre Covid-19

08 abr 2020, 12:51 - atualizado em 08 abr 2020, 12:51
B3 Ibovespa Mercados
Às 12:50, o Ibovespa subia 2,42%, a 78.206,26 pontos (Imagem: Reuters/Rahel Patrasso)

O Ibovespa (IBOV) buscava sustentar a trajetória positiva nesta quarta-feira, apoiado pelas altas em Wall Street, mas com menor fôlego após um começo de semana mais forte, em meio a contínuas incertezas sobre os efeitos econômicos das medidas contra o Covid-19.

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Às 12:50, o Ibovespa subia 2,42%, a 78.206,26 pontos. O volume financeiro era de 6,3 bilhões de reais. Nos dois primeiros pregões da semana, o Ibovespa acumulou alta de 9,8%.

Para o estrategista Dan Kawa, da TAG Investimentos, os ativos de risco parecem estar se estabilizando em novo patamar,com a melhora na posição técnica, preços mais atrativos e ações monetária e fiscal ajudando a frear movimentos mais negativos.

Ele ressaltou, contudo, que, para uma inversão de tendência mais estrutural, será preciso mais visibilidade sobre o tempo que esta “parada brusca” vai durar, assim como os efeitos colaterais na economia e no sistema financeiro. “Por ora, tem os sinais mais positivos na Itália e Espanha, mas uma situação ainda delicada nos EUA.”

Nesta manhã, as praças acionárias no exterior não mostravam uma tendência única.

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Em Wall Street, o S&P 500 subia 0,8%, ainda embalado por esperanças de que o surto de coronavírus nos EUA esteja próximo de seu pico, além de expectativas de que o Congresso envie mais ajuda para a economia.

Na Europa, contudo, o londrino FTSE 100 cedia 1,6%.Em Tóquio, o Nikkei fechou em alta de 2,13%.

Na visão do analista Jasper Lawler, do London Capital Group,o otimismo do início da semana está diminuindo à medida que crescem as dúvidas sobre como e quando exatamente as restrições de quarentena e bloqueios terminarão, conforme relatório a clientes.

“Parece que as curvas da pandemia não se achatarão a tempo de atingir os prazos de abril estabelecidos por muitos governos para rever as medidas de bloqueio”, citou.

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Destaques

Gol (GOLL4) avançava 3,8%, com empresas aéreas ensaiando nova sessão de recuperação, após uma série de medidaspara aliviar os efeitos da pandemia. Azul (AZUL4) mostrava elevação de 3,6%.

Cielo (CIEL3) valorizava-se 8,3%, destaque na ponta positiva e na segunda sessão de alta, após ter registrado mínima de fechamento desde fevereiro de 2011 na última sexta-feira. No ano, a queda das ações ainda é de cerca de 47%.

Petrobras (PETR4) tinha alta de 2,4%, respaldada pelo avanço no petróleo no exterior. A companhia também aprovou novos incentivos a desligamentos e estima 3,8 mil adesões.

Itaú Unibanco (ITUB4) subia 3,8%, com bancos mais uma vez referendando o viés positivo do Ibovespa. Bradesco (BBDC4) avançava 2%. O presidente do Banco Central afirmou nesta quarta-feira que a atual crise vai gerar entendimento diferente sobre o papel dos bancos e seu capital.

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Vale (VALE3) registrava decréscimo de 0,9%, com papéis de mineração e siderurgia em queda também na Europa.

IRB Brasil (IRBR3) caía 4,9%, em destaque na ponta negativa tendo no radar reportagem do Valor Econômico, segundo a qual, a partir de dados enviados à Susep, a companhia teve em janeiro o primeiro prejuízo mensal desde 2016.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
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