Embraer (EMBJ3): Carteira de pedidos recorde renova otimismo antes do 1T26; veja a recomendação de 4 analistas
O sexto recorde consecutivo na carteira de pedidos (backlog) da Embraer (EMBJ3), que chegou a US$ 32,1 bilhões, impulsionou a visão positiva de analistas sobre a fabricante de aeronaves brasileira. A cifra representa um aumento de 2% em relação ao quarto trimestre e de 22% em relação ao mesmo período do ano passado.
Na visão do BTG Pactual, o backlog foi impulsionado principalmente pelo forte e consistente momento de vendas na aviação comercial, enquanto as entregas também vieram mais fortes, sustentadas por melhorias no cenário da cadeia de suprimentos e avanços internos da companhia no nivelamento da produção e na eficiência operacional.
“Em conjunto, a divulgação reforça a combinação de backlog robusto, demanda resiliente e execução operacional em evolução. Dado o desempenho mais fraco das ações após o conflito no Oriente Médio, reiteramos nossa recomendação de compra, uma vez que os fundamentos permanecem inalterados”, diz a equipe de analistas liderada por Lucas Marquiori.
Para o Bradesco BBI, o relatório de entregas e carteiras de pedidos é positivo, uma vez que o aumento na visibilidade de receitas futuras reforça a redução de risco na tese.
“Pelo sexto trimestre consecutivo, a Embraer reporta backlog recorde, com destaque para a aviação comercial, onde os E2 já representam 61% da carteira, fator que tende a reduzir descontos e favorecer expansão de margens nos próximos anos”, ponderam os analistas André Ferreira e Ricardo França.
Apesar da retração pontual em Defesa & Segurança, a casa vê potencial de recomposição do backlog no segmento com seleções ainda não efetivadas do KC-390 (Eslováquia e Lituânia) e possíveis novas encomendas, inclusive de países da Otan.
Em Serviços & Suporte, a evolução do backlog e a assinatura de novos contratos reforçam a previsibilidade e o crescimento de longo prazo.
“Mantemos, portanto, visão construtiva para a Embraer, com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 121 para o fim de 2026, sustentados por momento favorável de pedidos e perspectiva de melhora operacional”, diz o Bradesco BBI.
Carteira de pedidos anima ante de balanço
A XP Investimentos avalia que os indicadores operacionais foram saudáveis no primeiro trimestre de 2026, com esforços de nivelamento de produção ajudando a mitigar a sazonalidade mais fraca.
No geral, a equipe de analistas liderada por Lucas Laghi permanecem vendo o backlog da Embraer como um importante fator de redução de risco, sustentando entregas nos próximos anos, ainda que o ritmo de novos pedidos desacelere no curto prazo diante de um ambiente macroeconômico volátil.
“Às vésperas dos resultados, esperamos que o foco dos investidores migre para lucratividade, com potencial upside ao guidance atual, em nossa visão, caso isenções tarifárias e disciplina de custos sejam mantidas. Reiteramos recomendação de compra para EMBJ3″, dizem os analistas.
Para o Santander, a divulgação do backlog do 1T26 teve números consolidados recordes apesar de entregas mais fortes do que o habitual levando em conta a sazonalidade.
“Continuamos a ver a empresa passando por uma fase de impulso positivo e reiteramos nossa classificação de Outperform (equivalente à compra) para a ação”, diz a equipe liderada por Lucas Barbosa.
O que fazer com as ações da Embraer?
| Banco/Corretora | Recomendação | Preço-alvo |
| BTG Pactual | Compra | R$ 126 |
| Bradesco BBI | Compra | R$ 121 |
| XP Investimentos | Compra | — |
| Santander | Outperform (compra) | US$ 90* |
*Preço-alvo definido para ação EMBJ, negociada na Bolsa de Nova York (Nyse)