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Embraer (EMBJ3): Carteira de pedidos recorde renova otimismo antes do 1T26; veja a recomendação de 4 analistas

28 abr 2026, 15:59 - atualizado em 28 abr 2026, 15:59
Embraer
(Imagem: REUTERS/Roosevelt Cassio)

O sexto recorde consecutivo na carteira de pedidos (backlog) da Embraer (EMBJ3), que chegou a US$ 32,1 bilhões, impulsionou a visão positiva de analistas sobre a fabricante de aeronaves brasileira. A cifra representa um aumento de 2% em relação ao quarto trimestre e de 22% em relação ao mesmo período do ano passado.

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Na visão do BTG Pactual, o backlog foi impulsionado principalmente pelo forte e consistente momento de vendas na aviação comercial, enquanto as entregas também vieram mais fortes, sustentadas por melhorias no cenário da cadeia de suprimentos e avanços internos da companhia no nivelamento da produção e na eficiência operacional.

“Em conjunto, a divulgação reforça a combinação de backlog robusto, demanda resiliente e execução operacional em evolução. Dado o desempenho mais fraco das ações após o conflito no Oriente Médio, reiteramos nossa recomendação de compra, uma vez que os fundamentos permanecem inalterados”, diz a equipe de analistas liderada por Lucas Marquiori.

Para o Bradesco BBI, o relatório de entregas e carteiras de pedidos é positivo, uma vez que o aumento na visibilidade de receitas futuras reforça a redução de risco na tese.

“Pelo sexto trimestre consecutivo, a Embraer reporta backlog recorde, com destaque para a aviação comercial, onde os E2 já representam 61% da carteira, fator que tende a reduzir descontos e favorecer expansão de margens nos próximos anos”, ponderam os analistas André Ferreira e Ricardo França.

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Apesar da retração pontual em Defesa & Segurança, a casa vê potencial de recomposição do backlog no segmento com seleções ainda não efetivadas do KC-390 (Eslováquia e Lituânia) e possíveis novas encomendas, inclusive de países da Otan.

Em Serviços & Suporte, a evolução do backlog e a assinatura de novos contratos reforçam a previsibilidade e o crescimento de longo prazo.

“Mantemos, portanto, visão construtiva para a Embraer, com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 121 para o fim de 2026, sustentados por momento favorável de pedidos e perspectiva de melhora operacional”, diz o Bradesco BBI.

Carteira de pedidos anima ante de balanço

A XP Investimentos avalia que os indicadores operacionais foram saudáveis no primeiro trimestre de 2026, com esforços de nivelamento de produção ajudando a mitigar a sazonalidade mais fraca.

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No geral, a equipe de analistas liderada por Lucas Laghi permanecem vendo o backlog da Embraer como um importante fator de redução de risco, sustentando entregas nos próximos anos, ainda que o ritmo de novos pedidos desacelere no curto prazo diante de um ambiente macroeconômico volátil.

“Às vésperas dos resultados, esperamos que o foco dos investidores migre para lucratividade, com potencial upside ao guidance atual, em nossa visão, caso isenções tarifárias e disciplina de custos sejam mantidas. Reiteramos recomendação de compra para EMBJ3″, dizem os analistas.

Para o Santander, a divulgação do backlog do 1T26 teve números consolidados recordes apesar de entregas mais fortes do que o habitual levando em conta a sazonalidade.

“Continuamos a ver a empresa passando por uma fase de impulso positivo e reiteramos nossa classificação de Outperform (equivalente à compra) para a ação”, diz a equipe liderada por Lucas Barbosa.

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O que fazer com as ações da Embraer?

Banco/CorretoraRecomendaçãoPreço-alvo
BTG PactualCompraR$ 126
Bradesco BBICompraR$ 121
XP InvestimentosCompra
SantanderOutperform (compra)US$ 90*

*Preço-alvo definido para ação EMBJ, negociada na Bolsa de Nova York (Nyse)

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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