Eztec (EZTC3) avança 3% após balanço do 4T25 superar previsões; veja o que dizem os analistas
As ações da incorporadora paulistana Eztec (EZTC3) reagem positivamente ao balanço do quarto trimestre de 2025 (4T25), divulgado na noite de ontem (12). Entre analistas, a leitura é de que os resultados, embora mais fracos na comparação anual, vieram satisfatórios e até superaram as estimativas do mercado.
Na abertura do pregão desta sexta-feira (13), os papéis chegaram a cair quase 1%, sendo negociados a R$ 13,90. No entanto, o movimento se inverteu e, por volta das 11h (horário de Brasília), subiam 3,14%, a R$ 14,46. Acompanhe em tempo real.
Entre outubro e dezembro do ano passado, o lucro líquido da companhia somou R$ 118 milhões, queda de 7% frente ao mesmo período de 2024, mas 8% acima das estimativas do BTG Pactual, implicando um ROE (retorno sobre o patrimônio) anualizado de 9%.
Em relatório, a casa destacou que o lucro por ação (LPA) também superou as projeções internas em 8%, enquanto a geração de caixa, que totalizou R$ 238 milhões, ficou abaixo dos R$ 300 milhões esperados pela instituição.
O banco ainda apontou que a empresa encerrou 2025 com baixa alavancagem, de cerca de 3%, e dívida líquida de R$ 148 milhões, mesmo após distribuir R$ 220 milhões em dividendos no 4T25.
“Os resultados trimestrais foram satisfatórios. O ROE foi de 9%, com LPA 8% acima de nossas estimativas e geração de caixa forte”, afirmou o BTG, que possui recomendação de compra para as ações da incorporadora.
O preço-alvo é de R$ 21, o que representa um potencial de valorização de cerca de 45% em relação à cotação atual.
“Embora o momento para o segmento de habitação de média e alta renda esteja desafiador, acreditamos que a Eztec está sendo negociada a um valuation atraente de 6 vezes o P/L para 2026 e P/VP de 0,7 vez.”
O que diz o BBI
O Bradesco BBI, por sua vez, destacou que a reação positiva das ações ocorre após a divulgação de um lucro líquido acima do esperado pelo consenso, ainda que alinhado às estimativas do banco, e em meio ao desempenho recente mais fraco dos papéis em relação ao Ibovespa.
Nos últimos cinco dias, de fato, os papéis EZTC3 acumulavam queda de cerca de 5%, contra recuo de 0,65% do principal índice da bolsa de valores brasileira.
O BBI, no entanto, avalia que os números do 4T25 não devem levar a revisões relevantes nas estimativas de lucro no curto prazo. Por isso, manteve recomendação neutra para a companhia.
Segundo a casa, a cautela também reflete a rentabilidade ainda limitada da empresa, com ROE estimado em cerca de 11% para 2026.
A instituição aponta que o valuation relativo está menos atrativo quando comparado a pares do setor. Pelas contas do banco, a Eztec negocia a 7,1 vezes o P/L projetado para este ano, contra 6 vezes da Cyrela (CYRE3).
“Em geral, os resultados refletiram a desaceleração esperada no faturamento, com queda anual de 37%. Ao mesmo tempo, as margens recuaram cerca de 4 pontos percentuais na mesma base de comparação”, disse o BBI.
“Vemos o lucro acima do consenso principalmente como reflexo de melhores resultados financeiros, impulsionados por um forte fluxo de caixa livre (FCF) de R$ 238 milhões no 4T25.”
Eztec (EZTC3): o que diz o Safra
O Safra também elogiou a “forte” geração de caixa de R$ 238 milhões da companhia, valor acima da estimativa de R$ 201 milhões do banco.
Em relatório, a instituição afirmou que, apesar de uma receita 4% abaixo do esperado, a empresa registrou ganhos robustos de equivalência patrimonial e um resultado financeiro líquido melhor que o previsto, o que levou a um lucro 12% acima das estimativas e ROE de 9%.
“A incorporadora apresentou números sólidos, que superaram as projeções gerais. Apesar da ligeira queda trimestral da margem de carteira de projetos, acreditamos que os números mais fortes de geração de caixa devem influenciar o sentimento do mercado”, afirmou a casa.
O Safra também reiterou a recomendação de compra (outperform) para EZTC3, dizendo que o papel negocia a 0,7 vez o valor patrimonial por ação (P/VP) estimado para 2026, o que pode abrir espaço para reprecificação à medida que o ciclo de queda de juros avance.
O preço-alvo do banco é de R$ 21,50 para as ações, o que representa potencial de valorização de cerca de 49% frente à cotação atual.