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FI-Infra é melhor opção do que FIIs para receber renda mensal e sem Imposto de Renda?

19 jul 2022, 15:03 - atualizado em 19 jul 2022, 15:03
Setor Elétrico
FI-Infra: por se tratar de um investimento que contribui com a infraestrutura nacional, não há cobrança de IR sobre Ganho de Capital. (Imagem: Reuters/Jon Nazca)

Os FI-Infra (Fundos Incentivados de Investimento em Infraestrutura) são uma classe de ativos que investidores também aplicam a estratégia de renda mensal.

Apesar de menos conhecidos do que os fundos imobiliários, os FI-Infra contam com vantagem fiscal ao seu favor.

FI-Infra são uma carteira de debêntures incentivadas, permitindo que o investidor consiga se expor na renda fixa de maneira mais barata, diversificada e com liquidez quase que diária, destaca o analista de fundos alternativos da XP Investimentos Daniel Chinzarian.

Cotas de debêntures incentivadas são negociadas no mercado com valores geralmente acima de R$ 1.000, caso da debênture (BRST11) emitida pela Brisanet, que custava R$ 1.083,05 nesta terça-feira (19).

Custando em torno de R$ 100 por cota, os FI-Infra mantêm a vantagem fiscal das debêntures incentivadas: a não cobrança de Imposto de Renda sobre o eventual ganho de capital do investidor.

“Isso ocorre por se tratar de um investimento que contribui com a infraestrutura nacional”, enfatiza Chinzarian.

Já no caso dos fundos imobiliários, quando um investidor vende uma cota com valorização, o Imposto de Renda que incide sobre o lucro é de 20%.

Veja a diferença entre as classes de ativos FI-Infra e Fundos Imobiliários:

Produtos FI-Infra Fundos Imobiliários
IR sobre Dividendos Isento Isento
IR sobre Ganhos de Capital 0% 20%
Ativos Debêntures de Infraestrutura Ativos Imobiliários
Ambiente de negociação B3 e Cetip B3
Diversificação Alta Alta
Estratégia Renda Mensal Renda Mensal
Liquidez D+2 D+2
Prazo Indeterminado Indeterminado

FI-Infra listados na B3

De acordo com a B3 (B3SA3), a Bolsa brasileira, existem nove FI-Infra listados até o momento.

Os FI-Infra também podem ser negociados com a mesma facilidade que o investidor compra e vende ações, fundos imobiliários, BDRs entre outros ativos, através do home broker de sua corretora ou banco de preferência.

Veja a seguir o levantamento feito pelo Money Times com os valores de dividendos mais recentes divulgados e a cotação de cada FI-Infra nesta terça-feira (19):

(BOD11): pagou dividendos de R$ 0,12 por cota referente ao desempenho do fundo em junho, sendo negociado a R$ 10,20.

(BDIF11): pagou dividendos de R$ 1,75 por cota referente ao desempenho do fundo em junho, sendo negociado a R$ 96,64.

(CPTI11): pagou dividendos de R$ 1,75 por cota referente ao desempenho do fundo em junho, sendo negociado a R$ 103.

(BDIB11) pagou dividendos de R$ 1,21 por cota referente ao desempenho do fundo em junho, sendo negociado a R$ 88,10.

(IFRA11) pagou dividendos de R$ 1,19 por cota referente ao desempenho do fundo em abril, sendo negociado a R$ 106,40.

(KDIF11): pagou dividendos de R$ 1,8 por cota referente ao desempenho do fundo em junho, sendo negociado a R$ 135,60.

(RBIF11): pagou dividendos de R$ 1,8 por cota referente ao desempenho do fundo em junho, sendo negociado a R$ 103,98.

(JURO11): pagou dividendos de R$ 1,72 por cota referente ao desempenho do fundo em junho, sendo negociado a R$ 101,90.

(XPDI11): pagou dividendos de R$ 0,9 por cota referente ao desempenho do fundo em maio, sendo negociado a R$ 86,18.

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Disclaimer

Money Times publica matérias informativas, de caráter jornalístico. Essa publicação não constitui uma recomendação de investimento.

Repórter
Repórter de renda fixa do Money Times e Editor de agronegócio do Agro Times desde 2019. Antes foi Apurador de notícias e Pauteiro na Rede TV! Formado em Jornalismo pela Universidade Paulista (UNIP) e em English for Journalism pela University of Pennsylvania. Motivado por novos desafios e notícias que gerem valor para todos.
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