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Fim da escala 6×1: BTG aponta empresas do agro que mais devem sentir impacto da mudança

16 out 2026, 11:08
Plantação de milho e usina de etanol em Illinois (EUA)
(Foto: Scott Olson/Getty Images)

A possível redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, com dois dias de descanso remunerado e sem corte salarial, pode aumentar os custos operacionais de empresas ligadas ao agronegócio, segundo avaliação do BTG Pactual.

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Entre os segmentos analisados, os produtores de açúcar e etanol aparecem como os mais vulneráveis ao fim da escala 6×1. Isso porque o setor depende fortemente de mão de obra, opera de forma contínua durante a safra e tem pouca capacidade de repassar aumentos de custos aos preços das commodities.

Os frigoríficos também devem sentir os efeitos da medida. De acordo com o banco, a MBRF (MBRF3) é a empresa com maior sensibilidade à mudança devido à sua forte exposição aos mercados de aves e suínos, atividades que demandam grande contingente de trabalhadores.

Já a JBS (JBSS32) tende a sofrer impacto menor graças à sua diversificação geográfica e operacional, com parte relevante das receitas geradas fora do Brasil.

No campo, produtores de grãos e empresas de serviços agrícolas aparecem em situação mais confortável. O BTG destaca que esses negócios possuem menor peso da folha de pagamento sobre as receitas e menor dependência de operações industriais ininterruptas.

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Entre as companhias de alimentos básicos, M.Dias Branco (MDIA3) e Camil (CAML3) também podem enfrentar pressão nas margens caso a proposta avance. Segundo os analistas, o impacto é especialmente relevante sobre o lucro líquido dessas empresas.

Por outro lado, a Ambev (ABEV3) desponta como uma das companhias mais preparadas para absorver os custos adicionais. O banco estima que a cervejaria conseguiria compensar o aumento de despesas trabalhistas com um reajuste de aproximadamente 0,5% em seus preços, apoiada por margens mais robustas e maior poder de precificação.

Na avaliação do BTG, embora a mudança tenha potencial de elevar custos em diversos elos da cadeia agroindustrial, os efeitos devem variar significativamente conforme a intensidade de mão de obra, o grau de automação e a capacidade de repassar preços ao consumidor.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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