Economia

FMI diz que Bolsa Família não desencoraja participação de mulheres no mercado de trabalho

12 fev 2026, 5:15 - atualizado em 12 fev 2026, 6:35
Novo Bolsa Família, Brasil
Bolsa Família beneficia aproximadamente 50 milhões de pessoas no país (Imagem: Lula Marques / Agência Brasil)

O Fundo Monetário Internacional (FMI) avalia que o programa Bolsa Família não tem reduzido sistematicamente a participação de mulheres na força de trabalho no Brasil e aponta a disparidade salarial entre gêneros como um dos fatores que pode desencorajar a participação feminina no mercado de emprego.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Constatamos que não, o Bolsa Família parece não reduzir sistematicamente a participação na força de trabalho. Exceto para mulheres com crianças até seis anos, em que o benefício está associado a uma menor participação feminina”, apontou o FMI em um relatório assinado pela economista Bunyada Laoprapassorn e divulgado nesta quarta-feira (11).

Segundo o fundo, mulheres tendem a receber salários mensais 22% inferiores aos recebidos por homens — em comparações que levam em conta a escolaridade, a idade, a raça, o setor e o cargo — e a avaliação é que essa disparidade pode levar mulheres, beneficiárias do Bolsa Família ou não, a preferir ficar em casa e cuidar dos filhos mais novos a ingressar no mercado de trabalho.

O valor mensal do Bolsa Família, que beneficia aproximadamente 50 milhões de pessoas no país, é de cerca de R$ 680 para famílias que mantêm seus filhos na escola e cumprem com condicionalidades de saúde como vacinação básica.

O fundo destacou que a recuperação dos indicadores de trabalho para níveis anteriores à pandemia de Covid-19, com a taxa de desemprego atualmente nos menores níveis em cerca de 25 anos, deixou mulheres para trás em relação aos homens e citou a redução na diferença nas taxas de participação no mercado de trabalho entre os gêneros como um fator que poderia fortalecer a atividade econômica.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Nossas estimativas sugerem que reduzir pela metade a diferença nas taxas de participação na força de trabalho de homens e mulheres, de 20 para 10 pontos percentuais até 2033, poderia elevar o crescimento anual do Brasil em cerca de 0,5 ponto percentual durante esse período”, disse o relatório.

Entre os principais elementos que podem reduzir essa desigualdade, o FMI citou ajustes a regras do Bolsa Família, sobretudo após contratação para vagas formais, com o intuito de reduzir possíveis desincentivos ao trabalho remunerado.

O fundo também apontou a ampliação do acesso a creches e serviços de assistência a idosos, ajustes na política de licença parental e a implementação eficaz da Lei da Igualdade Salarial como possíveis soluções para essa disparidade.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar