SpaceX

Foguete de Elon Musk colide com a Lua e abre cratera de 18 metros; SpaceX programa outro lançamento para agosto

05 ago 2026, 12:50
foguete SpaceX Elon Musk
Imagem: (Foto: Reuters/Steve Nesius)

Um pedaço de foguete da SpaceX colidiu com a Lua na madrugada desta quarta-feira (5). O impacto da nave projetada pela empresa de Elon Musk abriu uma cratera de 18 metros, segundo a Nasa, a agência aeroespacial dos Estados Unidos.

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O objeto, do tamanho de um ônibus escolar, é o segundo estágio de um foguete Falcon 9, que estava em órbita desde janeiro de 2025. O impacto não foi intencional, segundo a SpaceX.

A colisão atingiu uma região próxima a Cratera Einstein, na borda ocidental da Lua, um ponto de difícil observação a partir da Terra.

A influência das forças cósmicas

O foguete Falcon 9 foi projetado para ter duas fases, ou estágios.

A primeira etapa envolve a parte inferior do objeto, que contém os motores principais e o combustível. Ela é responsável pelo impulso inicial para sair da atmosfera terrestre. Após essa fase, ela se separa e geralmente é recuperada para reutilização.

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Já o segundo estágio é a parte superior do foguete, que continua o processo depois que o primeiro estágio se separa. A parte tem um motor próprio (no Falcon 9, o motor é um Merlin Vacuum) e leva a carga até a órbita ou trajetória final.

Após impulsionarem a carga útil do foguete até um ponto específico em órbita, esses estágios normalmente retornam à atmosfera terrestre, onde se queimam ou caem no oceano.

No entanto, como a missão do módulo de pouso lunar exigia mais impulso do que as missões destinadas a órbitas próximas da Terra, a segunda fase do foguete não retornou ao planeta. Em vez disso, permaneceu no espaço, vagando entre milhares de fragmentos de detritos orbitais dos quais os satélites em operação precisam manter distância.

No início deste ano, porém, os astrônomos determinaram que o estágio do foguete, que havia descarregado seu combustível restante e não podia ser controlado, estava em uma trajetória orbital que terminava na Lua.

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“O que aconteceu foi essencialmente uma combinação de atividade solar e forças gravitacionais que o colocaram em uma trajetória rumo à Lua”, disse Julianna Scheiman, diretora da SpaceX para os programas científicos da Nasa e do Dragon.

Quais as consequências da colisão do foguete da SpaceX com a Lua

A colisão do foguete da SpaceX com a Lua “não representa nenhum perigo para ninguém, embora destaque um certo descuido em relação à forma como os resíduos de equipamentos espaciais (lixo espacial) são descartados”, disse Bill Gray, criador de um software de astronomia amplamente utilizado que publicou um relatório sobre o impacto do estágio em abril.

Até o momento, impactos desse tipo em situações semelhantes não parecem ter causado consequências relevantes. Apesar disso, a Nasa e a SpaceX estão discutindo maneiras de evitar futuros impactos lunares, disse Scheiman.

Como parte do programa Artemis, a agência espacial dos Estados Unidos planeja construir uma base lunar e realizar missões rotineiras de astronautas à superfície da Lua a partir do final desta década.

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Por isso, evitar que fragmentos errantes de lixo espacial colidam com esses equipamentos é uma de suas preocupações.

Empresa de Elon Musk pretende fazer próximo teste ainda neste mês

A SpaceX pretende realizar ainda neste mês o próximo teste de voo da Starship, a maior nave espacial do mundo. Durante a missão, a empresa planeja colocar em órbita os primeiros satélites Starlink atualizados e, pela primeira vez, tentar trazer de volta à Terra o estágio superior do foguete.

A informação foi divulgada por Elon Musk durante a teleconferência de resultados financeiros da companhia, realizada na terça-feira (4).

Os objetivos do 14º voo de teste representam um avanço significativo em relação à missão anterior, realizada em julho. Na ocasião, o estágio superior da Starship demonstrou melhorias em suas capacidades de pouso ao concluir uma descida controlada sobre o Oceano Índico.

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Musk já havia afirmado que a SpaceX poderia tentar recuperar o estágio superior ainda este ano, possivelmente já no 14º voo, dependendo dos resultados obtidos no teste anterior.

A recuperação dessa seção do veículo, considerada a principal “nave” da Starship, é essencial para o objetivo da empresa de desenvolver o primeiro sistema de lançamento orbital totalmente reutilizável do mundo. Segundo Musk, essa capacidade também será fundamental para a expansão em larga escala da rede de internet via satélite Starlink.

“Se recebermos a autorização necessária, tentaremos capturar a nave com a torre já no próximo voo, atualmente previsto para o fim deste mês”, disse o executivo. Ainda, ele acrescentou que espera um aumento acelerado na frequência de lançamentos da Starship.

Caso a captura da nave seja realizada, o propulsor Super Heavy deverá pousar no Golfo do México, como ocorreu nos cinco testes mais recentes.

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No longo prazo, porém, Musk pretende que a torre recupere ambas as partes do sistema: primeiro o Super Heavy e, cerca de 90 minutos depois, a nave, após completar uma volta ao redor da Terra.

“Provavelmente, daqui a um ano, estaremos realizando pelo menos um voo por dia, talvez até mais”, projetou Musk.

*Sob supervisão de Ricardo Gozzi.

*Com informações da Reuters.

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Jornalista em formação pela Faculdade Cásper Líbero. Atualmente, estagia como redatora de notícias no Money Times e no Seu Dinheiro. Antes, trabalhou no site da Empiricus, onde cobriu empresas e investimentos.
Jornalista em formação pela Faculdade Cásper Líbero. Atualmente, estagia como redatora de notícias no Money Times e no Seu Dinheiro. Antes, trabalhou no site da Empiricus, onde cobriu empresas e investimentos.

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