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Santander aponta ações fora do consenso e coloca Banco do Brasil (BBSA3) na categoria de ‘complacência’; entenda

25 jan 2026, 10:00 - atualizado em 23 jan 2026, 17:43
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o Santander selecionou as ações que estão fora do radar principal dos investidores, mas que oferecem boas oportunidades. (Imagem: Getty Images)

O Santander selecionou as ações que estão, na avaliação do banco, fora do consenso, tanto para posições compradas quanto vendidas, com o objetivo de identificar casos em que o mercado subestima ou superestima o potencial das companhias.

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Os analistas do banco revisitam algumas teses em um momento em que avaliam que a rotação de carteiras de ações de crescimento para ações de valor pode favorecer o Brasil, apontado como um mercado de valor.

As teses foram organizadas em quatro grandes grupos, de acordo com o tipo de distorção de percepção identificado pelos analistas: compostos sub-representados, históricos de geração de caixa mal precificados, empresas pouco acompanhadas e complacência. Veja a lista abaixo. 

Compostos sub-alocados

Nessa categoria estariam empresas com fundamentos sólidos, mas que seguem pouco presentes nas carteiras dos investidores devido à percepção de que seus valuations estariam “cansados” – mais maduros.

1 – Orizon Valorização de Resíduos (ORVR3)

O Santander acredita que a aquisição da Vital posicionou a Orizon como uma das principais consolidadoras do mercado privado de tratamento de resíduos. Além disso, eles destacam o possível crescimento da empresa em frentes como biometano, biogás e créditos de carbono.

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2 – Suzano (SUZB3)

Segundo o Santander, as “narrativas” negativas em relação à celulose, principalmente associadas à China, ainda persistem. Todavia, o banco aponta que a Suzano já tomou medidas importantes para se proteger nesse cenário, como o reajuste de preços. Além disso, o Santander acredita que as restrições estruturais na oferta de madeira e preços abaixo do custo marginal tendem a forçar a saída de produtores menos eficientes, o que favorece a Suzano. De acordo com os analistas, o mercado subestima a companhia com expectativas “excessivamente conservadoras”.

3 – Totvs (TOTS3)

Para o Santander, a Totvs tem apresentado crescimento de resultados, geração de caixa e eficiência de reinvestimento. O banco ainda aponta que aprovação da aquisição da Linx pode gerar revisões positivas no médio e longo prazo.

Histórico de geração de caixa mal precificados

Na categoria de histórias de fluxo de caixa mal precificadas estão casos em que a capacidade de geração de caixa e a disciplina de alocação de capital ficam em segundo plano diante de movimentos táticos de curto prazo no mercado, o que distorce a avaliação das companhias.

1 – Lojas Renner (LREN3

De acordo com o Santander, as expectativas do mercado para a Renner são baixas, mas ignoram a forte geração de caixa da companhia, sua posição líquida e a capacidade de remunerar acionistas via dividendos e recompra de ações. O banco diz que a varejista costuma ser uma porta de entrada para investidores estrangeiros.

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2 – Marcopolo (POMO4

O Santander aponta a Marcopolo como um ativo de alta qualidade, com forte geração de fluxo de caixa livre. De acordo com os analistas, ação tem sido pressionada por movimentos táticos de realização de lucros, mas ainda apresenta expectativa de melhora da demanda com cortes de juros e pagamento de dividendos em 2026.

Empresas pouco acompanhadas

“Empresas pouco acompanhadas” inclui companhia menores ou menos líquidas que ainda carregam o estigma de problemas de execução no passado, apesar de uma melhora recente dos fundamentos.

 1 – Brava Energia (BRAV3)

Para o Santander, a troca recente de CEO da Brava deve melhorar a relação com os acionistas. Os analistas esperam um crescimento da companhia em 2026, sustentada por forte geração de caixa operacional, que pode abrir espaço para recompra de ações.

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2 – Cogna (COGN3)

Já a Cogna é vista pelos analistas como uma aposta após uma reestruturação profunda e consolidada em 2026. De acordo com o banco, o ensino básico, especialmente nos anos iniciais da educação infantil, deve ser o destaque que favorece a Cogna nos próximos trimestres.

3 – IRB Brasil (IRBR3)

Para o Santander, a governança do IRB melhorou, a política de riscos é mais conservadora, e a eliminação de prejuízos fiscais em 2025 abre espaço para retomada de dividendos em 2026.

4 – Randon (RAPT4)

O Santander reconhece que a Randon é uma small cap com baixa liquidez, mas ainda destaca seus fundamentos sólidos. Para o banco, o mercado subestima a companhia ao desconsiderar a subsidiária Fras-le. Os analistas esperam forte geração de caixa com cortes de custos e menor capex.

5 – Ser Educacional (SEER3)

Apesar da baixa liquidez, o Santander reconhece uma boa reestruturação na Ser Educacional. O relatório ressaltou a forte geração de caixa, o bom pagamento de dividendos e o valuation barato da companhia.

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Complacência

Em “complacência” múltiplos baixos ou um otimismo marginal por parte dos investidores acabam mascarando fundamentos mais fracos.

1 –  Banco do Brasil (BBAS3)

Em sua última categoria do relatório, o Santander trouxe Banco do Brasil. Para os analistas, o valuation da companhia é justificado pelo aumento da inadimplência no agronegócio, maior necessidade de provisões e dependência crescente de ganhos financeiros. Além disso, ele aponta que a influência governamental limita a flexibilidade estratégica e reduz o potencial de reprecificação da companhia.

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Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
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