Frigoríficos: Minerva (BEEF3), JBS (JBSS32) e MBRF (MBRF3) concentram 94% dos R$ 63,3 bilhões em títulos de dívida do setor
Minerva Foods (BEEF3), JBS (JBSS32) e MBRF (MBRF3) concentram R$ 59,8 bilhões em saldo devedor, equivalentes a 94% do estoque de títulos de crédito do subsetor de frigoríficos e proteína animal. Os dados são de levantamento da Vitrify, com posição em 2 de outubro.
Ao todo, o segmento reúne R$ 63,3 bilhões em saldo devedor, distribuídos entre 155 instrumentos financeiros de 61 operações. Desse montante, R$ 57,1 bilhões correspondem ao volume integralizado.
No detalhamento do levantamento, BRF e Marfrig, que integram a MBRF, aparecem separadamente, com R$ 16,2 bilhões e R$ 12,8 bilhões, respectivamente. A Minerva soma R$ 17,2 bilhões, enquanto a JBS responde por R$ 13,7 bilhões. As demais empresas reúnem R$ 3,6 bilhões.
CRAs concentram quase 94% do estoque
Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) são o principal instrumento de financiamento no recorte analisado, com R$ 59,4 bilhões, ou 93,9% do saldo total.
As debêntures tradicionais representam R$ 3,5 bilhões, equivalentes a 5,5%. Há ainda R$ 400 milhões em uma debênture de infraestrutura e um volume residual em debêntures de securitização.
Na divisão por indexador, os títulos vinculados ao IPCA concentram a maior parcela: R$ 36 bilhões, ou 56,9% do estoque. Os prefixados somam R$ 12 bilhões, correspondentes a 19%.
Já os papéis remunerados por um percentual do CDI alcançam R$ 7,4 bilhões, ou 11,7% do total. Os títulos atrelados ao CDI acrescido de um spread — uma taxa adicional — representam R$ 6,9 bilhões, equivalentes a 10,9%.
Mercado secundário movimenta R$ 19,5 bilhões
No mercado secundário, onde investidores negociam títulos já emitidos, 134 dos 155 instrumentos tiveram negócios em 2026 até 2 de outubro. O volume movimentado chegou a R$ 19,5 bilhões, em 370.274 negociações.
A Minerva também liderou esse recorte, com R$ 7,4 bilhões negociados, volume equivalente a 43% de seu saldo devedor. BRF movimentou R$ 4,3 bilhões, Marfrig, R$ 3,7 bilhões, e JBS, R$ 2,6 bilhões.
A Vitrify ressalta que o levantamento retrata o mercado na data-base e não constitui avaliação de crédito ou opinião sobre empresas, fundos, operações ou títulos.
*Com informações do Estadão Conteúdo