Fundo imobiliário compra 28 usinas solares por R$ 565 milhões e amplia portfólio em 78%; IFIX volta a subir
O Suno Energias Limpas (SNEL11) formalizou a aquisição de 28 empreendimentos imobiliários de geração distribuída solar por R$ 565,04 milhões, mostra fato relevante divulgado ao mercado.
De acordo com o documento, os novos ativos somam 116,68 MWp de potência e 84,45 MW de capacidade instalada e estão distribuídos por 10 estados brasileiros.
A operação apresenta uma taxa interna de retorno (TIR) real projetada de 16,87% ao ano, além da inflação energética, conforme os cálculos do fundo.
Com a aquisição, o SNEL11 estima adicionar aproximadamente 215,92 mil MWh por ano à capacidade de geração de seu portfólio.
Com isso, somada à projeção da carteira atual do FII, a geração total alcançará o patamar de 464,721 MWh anuais.
Além disso, o portfólio do veículo passará de 37 para 65 projetos, distribuídos em 14 estados, ante 11 atualmente. A capacidade instalada avançará de 149,4 MWp para 266,1 MWp, alta de 78,1%.
Em termos de capacidade operacional, o fundo projeta um salto de 142,4 MWp para 259,1 MWp, enquanto a parcela da carteira em operação subirá de 95,3% para 97,4%.
Fundo imobiliário amplia presença regional
A operação também marca a entrada do fundo em novos estados e em quatro concessionárias: Equatorial Maranhão, Equatorial Piauí, Energisa Paraíba e Enel Rio de Janeiro.
Segundo a gestão do veículo, a expansão aumenta a diversificação do portfólio e ajuda a reduzir a exposição a riscos climáticos e operacionais específicos de cada concessionária.
Outro ponto destacado no fato relevante é que, no fechamento das respectivas transações — quando a titularidade dos ativos for transferida ao fundo —, todos os 28 empreendimentos estarão conectados e operacionais.
De acordo com o SNEL11, essa característica contribui para equilibrar a previsibilidade da geração de energia com o potencial de valorização da carteira.
“As aquisições realizadas estão alinhadas à estratégia de crescimento disciplinado, com foco na geração de valor no longo prazo, preservando elevados padrões de governança, diligência e transparência”, afirmou o fundo.
Desempenho do IFIX
Ainda no mercado de FIIs, o IFIX, principal índice da indústria na B3, encerrou a quinta-feira (17) aos 3.747,47 pontos, com alta de 0,13%.
No entanto, desde o início de setembro, o indicador acumula desvalorização de 0,41%, enquanto, no acumulado de 2026, recua 0,74%.
Destaques do último pregão (17)
O TOPP11 liderou as altas, com +1,79%. Na sequência, o BROF11 ganhou 1,73%, enquanto o ARRI11 subiu 1,52%.
| Ticker | Variação | Último |
|---|---|---|
| TOPP11 | +1,79% | R$ 66,06 |
| BROF11 | +1,73% | R$ 61,00 |
| ARRI11 | +1,52% | R$ 4,69 |
| PCIP11 | +1,32% | R$ 72,84 |
| KCRE11 | +1,31% | R$ 8,51 |
O BLMG11 liderou as quedas, com desvalorização de 2,12%. Na sequência, o VGRI11 recuou 1,99%, enquanto o MFII11 caiu 1,67%.
| Ticker | Variação | Último |
|---|---|---|
| BLMG11 | -2,12% | R$ 30,42 |
| VGRI11 | -1,99% | R$ 5,43 |
| MFII11 | -1,67% | R$ 40,61 |
| CCME11 | -1,57% | R$ 8,76 |
| MCRE11 | -1,27% | R$ 7,79 |