Fundos Imobiliários

Fundo imobiliário convoca cotistas para discutir fusão com outro FII; veja os detalhes

01 out 2026, 9:00
FIIs fundos imobiliários (Imagem: sommart/ istockphoto)
Fundo imobiliário PSEC11 convoca cotistas para discutir liquidação após reorganização (Imagem: sommart/ istockphoto)

O Patria Investimentos propôs uma reorganização de dois fundos imobiliários sob sua gestão, que prevê a consolidação do Pátria Securities (PSEC11) no Pátria Plus Multiestratégia (RBRX11), mostra fato relevante divulgado ao mercado.

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Segundo o documento, caso aprovada pelos cotistas, a operação resultará na transferência dos ativos do PSEC11 para o RBRX11 e, posteriormente, na liquidação do PSEC11.

Como funcionará a reorganização

Primeiro, o PSEC11 convocou uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE), por meio de consulta formal, para que os seus investidores deliberem sobre a dissolução.

Os cotistas poderão enviar seus votos até 21 de outubro de 2026, sendo que o resultado deverá ser divulgado no dia seguinte.

A votação poderá ser realizada de duas formas: pela Central de Inteligência Corporativa da B3 (CICORP), por meio do agente de custódia, ou pela plataforma eletrônica Cuore, por meio do chamado “Envelope Digital”.

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No caso da Cuore, os investidores receberão, a partir de 5 de outubro, um e-mail com o link para acesso e envio do voto.

A proposta precisa ser aprovada pela maioria dos votantes, desde que eles representem, no mínimo, 25% das cotas emitidas pelo PSEC11.

O que acontece com o PSEC11?

Paralelamente, para viabilizar a reorganização, será realizada uma oferta pública de cotas do RBRX11, pelo valor patrimonial, com o objetivo de captar os recursos necessários para a aquisição da totalidade dos ativos atualmente integrantes da carteira do PSEC11.

Se a reorganização for aprovada e a oferta do RBRX11 for concluída, o PSEC11 passará a ser composto exclusivamente por recursos em caixa e cotas do RBRX11. Com isso, em uma etapa posterior, ele será liquidado.

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Segundo o Patria, “a proposta tem como objetivo consolidar FIIs com estratégias semelhantes, buscando ampliar a liquidez dos papéis no mercado secundário e aumentar a diversificação do portfólio”.

Caso a operação seja aprovada, os investidores do PSEC11 também deverão informar à administradora do fundo o custo de aquisição das cotas que possuem e sua situação fiscal. Isso porque a liquidação do veículo poderá gerar Imposto de Renda.

Os procedimentos e o cronograma para o envio dessas informações ainda serão divulgados após a apuração do resultado da AGE.

A estratégia de consolidação do Pátria

Em entrevista ao Money Times, Rodrigo Abbud, sócio do Patria Investimentos no Brasil, contou que parte da estratégia da gestora para 2026 é justamente esta: consolidar fundos imobiliários do mesmo segmento, com foco em deixá-los maiores e mais líquidos.

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“O que a gente quer? A gente quer simplificar a estrutura e juntar aqueles FIIs que estão dentro do mesmo setor”, afirmou ele, na ocasião.

De acordo com o gestor, a iniciativa já foi testada, em meados de 2025, no segmento logístico, com a fusão de veículos como HGLG11, LVBI11 e PATL11.

Mais recentemente, cabe ressaltar, o Patria também consolidou o RBR Malls ao PMLL11, dois veículos de shopping centers.

“Não faz o menor sentido eu ter dois fundos de shopping [PMLL11 e RBR Malls] na casa. Além disso, o fundo grande é muito mais benéfico para o cotista. Ele oferece mais diversificação geográfica, de inquilino, de empreendimentos e de risco de crédito”, defendeu Abbud.

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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.

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