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Fundos de criptomoedas registram maior entrada do ano, com US$ 3,55 bilhões; Strategy volta às compras na semana

30 set 2026, 14:04
Bitcoin (BTC) na chuva de dinheiro (Imagem: ChatGPT)
Bitcoin (BTC) na chuva de dinheiro (Imagem: ChatGPT)

produtos globais de ativos digitais (que incluem ETFs, fundos de investimento, entre outros) registraram sua melhor semana de 2026, atraindo US$ 3,55 bilhões em novos recursos e sinalizando uma retomada do apetite institucional pelo setor, de acordo com um levantamento feito pela CoinShares.

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O forte movimento ocorreu após a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA), que elevou os juros em 25 pontos-base na semana passada, em linha com as expectativas do mercado, reduzindo uma importante fonte de incerteza para os investidores.

Com o resultado, o patrimônio sob gestão dos produtos de investimento em criptomoedas alcançou aproximadamente US$ 173 bilhões, enquanto as entradas líquidas acumuladas no ano chegaram a US$ 8,6 bilhões.

A recuperação dos fluxos positivos ajudou também na valorização do bitcoin (BTC), que voltou a superar a marca de US$ 83 mil após ter recuado para abaixo de US$ 75 mil na semana anterior.

Produtos relacionados à maior criptomoeda do mundo concentraram a maior parte dos aportes, captando US$ 2,52 bilhões no período.

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No entanto, a demanda se espalhou por outros ativos relevantes do mercado. Os produtos ligados aoethereum (ETH) atraíram US$ 702 milhões, enquanto a solana (SOL) recebeu US$ 193 milhões. Já os fundos expostos ao XRP registraram entradas de US$ 92,3 milhões.

Os Estados Unidos seguiram liderando a demanda global, respondendo por US$ 3,43 bilhões das captações semanais. Alemanha, Canadá e Suíça também registraram fluxos positivos, somando US$ 73,9 milhões, US$ 21,8 milhões e US$ 20,9 milhões, respectivamente.

Na avaliação de analistas, a magnitude das entradas reforça a percepção de que investidores institucionais voltaram a aumentar sua exposição ao mercado de criptomoedas após a confirmação da decisão do Fed.

O movimento é visto como um típico episódio de “compra do fato”, em que a remoção de uma incerteza macroeconômica desencadeia novas alocações em ativos de maior risco.

Strategy retoma compras de bitcoin

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Em paralelo ao avanço dos fluxos para fundos de ativos digitais, a Strategy voltou a ampliar sua exposição à maior criptomoeda do mundo. A companhia adquiriu 1.665 bitcoins na última semana, elevando suas reservas para 847.666 BTC.

A empresa também destinou US$ 151,7 milhões para recomprar ações preferenciais da série STRC, utilizando em parte os recursos levantados por meio da emissão de novas ações ordinárias da MSTR.

Do total das recompras, US$ 103,5 milhões foram financiados por essa operação.

A estratégia parece estar surtindo efeito. A volatilidade de 30 dias da STRC caiu de mais de 50% observados em julho para cerca de 10%, nível significativamente inferior aos aproximadamente 34% registrados na métrica de 90 dias.

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Além disso, a companhia mantém uma reserva de caixa de US$ 5,02 bilhões destinada a sustentar os pagamentos de dividendos das ações preferenciais.

A Strategy também propôs uma mudança relevante na estrutura da STRC: a adoção de dividendos diários.

Caso a medida seja aprovada, os investidores teriam acesso mais rápido aos rendimentos, o que pode aumentar a atratividade do produto para fundos e estratégias focadas em geração de renda. Para o mercado, o sucesso da STRC é um componente importante da tese da Strategy.

Se a demanda pelas ações preferenciais se fortalecer e os papéis voltarem a negociar próximos ao valor de emissão de US$ 100, a empresa poderá contar com uma fonte recorrente de financiamento para continuar ampliando suas compras de bitcoin no futuro.

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É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.

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