Eleições 2026

Genial/Quaest: Flávio Bolsonaro influencia decisões de Trump e Lula representa discurso de patriotismo após novo tarifaço

10 jun 2026, 8:48 - atualizado em 10 jun 2026, 8:48
O senador Flávio Bolsonaro ao lado de Donald Trump (Divulgação/Flávio Bolsonaro)
O senador Flávio Bolsonaro influenciou decisão Donald Trump, aponta pesquisa (Divulgação/Flávio Bolsonaro)

As medidas adotadas pelos Estados Unidos após o encontro de Flávio Bolsonaro (PL) com o presidente Donald Trump trouxeram repercussão mais negativa do que positiva para a pré-campanha do senador a presidente da República. Pelo menos é o que aponta a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (10).

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A classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos Estados Unidos foi uma decisão de Donald Trump influenciada por Flávio Bolsonaro para 47% dos entrevistados. Para 37%, o senador não teve influência na decisão do presidente estadunidense e 16% não responderam ou não souberam opinar.

A notícia chegou ao conhecimento de 63% dos entrevistados. Para 60% dos que responderam, caberia ao governo brasileiro classificar o PCC e o CV como organizações terroristas e 29% entendem que não deveria tomar essa atitude. Já em relação ao governo dos Estados Unidos, há uma divisão: 45% entendem que, sim, aquela nação deveria classificar as organizações como terroristas, mesmo porcentual dos que acham que não deveria.

Segundo a pesquisa Genial/Quaest, 53% dos entrevistados entendem que bancos e empresas brasileiras serão prejudicados pelas punições dos Estados Unidos ao Brasil ligadas às duas facções e 34% acham que não haverá problemas com as instituições.

Tarifaço

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A decisão do Estados Unidos de impor um novo tarifaço, de 25% diretamente ao Brasil e de mais 12,5% para o País e outro grupo de nações, também ocorrida após a visita de Flávio Bolsonaro a Trump, deve trazer mais dividendos políticos e eleitorais ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva do que ao senador. Entre os entrevistados, 47% concordam com Lula, que acusou Flávio de ter pedido o novo tarifaço contra o Brasil e 35% com o senador por ter pedido a Trump para não impor as medidas.

Já 46% avaliam que concordam com a afirmação de Lula de que as tarifas são uma retaliação ao Pix e 36% entendem que as medidas são, como afirma Flávio Bolsonaro, uma retaliação de Trump às declarações de Lula contra os Estados Unidos.

Após o tarifaço, para 47% dos entrevistados Lula é quem representa hoje o discurso de patriotismo de defesa dos interesses do Brasil e para 37% essa posição pertence ao senador e filho de Jair Bolsonaro. Como reflexo eleitoral, 39% consideram que o tarifaço aumentou a sua vontade de votar em Lula, 30% em Flávio Bolsonaro e 23% em outro candidato.

Metodologia

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Na pesquisa, foram consultados 2.004 eleitores presencialmente entre a última sexta-feira (5) e segunda-feira (8). A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos, com índice de confiança de 95% e a pesquisa tem o registro BR-07661/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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Jornalista formado pela PUC-Campinas, com pós-graduação em Agronegócios pela Faap. Com mais de 30 anos de profissão, atuou como repórter e editor na Folha de S.Paulo e na Broadcast/Estadão, entre outros veículos. Atualmente é editor-assistente de Política e Conjuntura no Money Times.
Jornalista formado pela PUC-Campinas, com pós-graduação em Agronegócios pela Faap. Com mais de 30 anos de profissão, atuou como repórter e editor na Folha de S.Paulo e na Broadcast/Estadão, entre outros veículos. Atualmente é editor-assistente de Política e Conjuntura no Money Times.
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