Gerdau (GGBR4): UBS vê ação barata, eleva preço-alvo e reforça compra; papel sobe no Ibovespa
As ações da Gerdau (GGBR4) figuram entre as maiores altas do Ibovespa nesta quinta-feira (27), avançando acima de 3%. Mais cedo, o UBS BB reforçou sua recomendação de compra para a companhia, recolocando a siderúrgica como sua principal aposta no setor de aço da América Latina.
Em relatório, o banco elevou o preço-alvo da Gerdau de R$ 28 para R$ 31 por ação, citando uma visão mais otimista para os preços do aço nos Estados Unidos e argumentando que o mercado passou a precificar um cenário excessivamente negativo para as margens da companhia no país.
Segundo os analistas, a queda de cerca de 9% dos papéis no mês ocorreu após rumores de um acordo comercial entre Estados Unidos e Canadá que poderia reduzir as tarifas americanas sobre o aço canadense. Embora as negociações tenham perdido força posteriormente, as ações pouco reagiram, o que, na avaliação do UBS, abriu uma oportunidade de entrada.
Na visão do UBS, o mercado exagerou ao embutir nas ações uma forte deterioração das margens da operação americana da Gerdau.
O banco destaca que a exposição da Gerdau ao mercado de vigas e aços especiais nos EUA torna a companhia menos vulnerável a um eventual aumento das importações. Além disso, a demanda por esses produtos segue crescendo, enquanto Canadá e México têm atuado como importadores líquidos desses segmentos neste ano.
Com a revisão das projeções, o UBS elevou sua estimativa de EBITDA da Gerdau para 2027 em 9%, para R$ 14,1 bilhões, refletindo principalmente premissas mais favoráveis para os preços do aço no mercado americano.
Usiminas segue compra, mas sem gatilhos de curto prazo
O banco também manteve recomendação de compra para a Usiminas (USIM5), embora tenha reduzido o preço-alvo de R$ 14 para R$ 12 por ação.
Na avaliação dos analistas, a tese para a companhia continua baseada na perspectiva de recuperação do mercado brasileiro de aço plano, mas ainda carece de catalisadores de curto prazo. O UBS reconhece que a demanda doméstica tem mostrado fraqueza maior que o esperado, o que atrasou a recomposição de preços imaginada pelo mercado meses atrás.
Apesar disso, o banco acredita que as medidas antidumping sobre o aço importado da China devem reduzir a oferta disponível no Brasil e, ao longo do tempo, contribuir para uma recuperação das margens da siderúrgica.
Outro potencial vetor de valorização citado pelo UBS é a possibilidade de a Ternium, controladora da Usiminas, avaliar o fechamento de capital da empresa, embora não haja informações sobre uma eventual proposta ou valuation neste momento.
Ternium permanece neutra
Para a Ternium, o UBS manteve recomendação neutra e elevou o preço-alvo de US$ 56 para US$ 59 por ação.
Segundo o banco, a companhia foi beneficiada neste ano pela forte alta dos preços do aço nos mercados dos Estados Unidos e do México, o que ajudou os papéis a acumularem valorização próxima de 40% em 2026.
No entanto, os analistas avaliam que esse ciclo pode estar próximo do pico, com a expectativa de aumento das importações nos próximos meses pressionando os preços.