Goldfinch é o mais novo protocolo de empréstimos cripto para mercados emergentes

03/02/2021 - 9:13
Traduzido e editado por Daniela Pereira do Nascimento
Goldfinch visa ser um protocolo diferente dos existentes ao fornecer empréstimos a pessoas que não têm como apresentar garantias (Imagem: Unsplash/markolsen)

Uma dupla de ex-funcionários da corretora cripto Coinbase estão lançando um novo protocolo que visa promover um dos principais casos de uso do setor de finanças descentralizadas (DeFi) — empréstimos descentralizados — em mercados emergentes.

Goldfinch, que arrecadou US$ 1 milhão de um grupo de stakeholders da indústria — incluindo Kindred Ventures, Coinbase Ventures, IDEO CoLab Ventures e Alex Pack, cofundador do Dragonfly Capital —, é uma criação de Mike Sall e Blake West.

Anteriormente, Sall foi líder de análise de produtos enquanto West foi engenheiro sênior de back-end para a Coinbase. Os dois saíram da Coinbase no ano passado para trabalhar no desenvolvimento do Goldfinch.

No centro do design do novo protocolo está o conceito de empréstimos sem garantias. O argumento é que um sistema de empréstimos baseado em garantias favorece aqueles que possuem tais recursos, pois excluem aqueles que não têm fundos.

“DeFi possuem uma grande oportunidade de transformar o acesso a capital, mas isso só será possível quando for possível realizar empréstimos sem garantia. Isso irá fornecer acesso a empréstimo cripto para grande parte das pessoas no mundo”, escreveram os criadores em uma publicação nessa terça-feira (2).

O protocolo está sendo executado na rede principal da Ethereum desde dezembro, em que o Goldfinch atua como seu subscritor para o primeiro empréstimo.

Goldfinch já subscreveu US$ 1 milhão em empréstimos para cerca de dez mil mutuários e seu foco é em mercados emergentes, segundo Sall e West.

Até agora, Goldfinch afirma ter firmado acordos com três empresas: Aspire, uma pequena startup de finanças apoiada pelo braço de investimentos da seguradora MassMutual; PayJoy, empresa mexicana que financia smartphones; e QuickCheck, startup nigeriana que fornece empréstimos pessoais.

O protocolo Goldfinch foi criado em torno da stablecoin USDC. No seu cerne, está o pool de liquidez USDC, que mutuantes — como os mencionados acima — podem utilizar.

Em seguida, USDC é trocado por moedas locais e emprestado a mutuários. Os mutuantes pagam o pool na forma de USDC, que é alocado ao pool por fornecedores de liquidez, que obtêm um rendimento sobre seus depósitos.

“Já que os negócios de empréstimo realizam seus pagamentos de juros ao protocolo, são imediatamente distribuídos a todos os investidores”, afirmaram Well e Sall em sua publicação.

Ao longo do tempo, o objetivo é que Goldfinch atue como uma base para um sistema descentralizado de subscrição que, por si só, irá fornecer um meio de obter rendimentos do protocolo.

“Isso permitirá que o protocolo escale o processo de subscrição e integre novos negócios de empréstimo completamente pela comunidade”, afirmou a equipe.

O surgimento do projeto vem conforme o setor de empréstimos DeFi continua a crescer. Em dezembro, Lars Hoffmann, do The Block, escreveu que os maiores protocolos DeFi haviam gerado quase US$ 30 bilhões até aquele momento em 2020.

Pack, do Dragonfly, contou ao The Block que Goldfinch visa abordar “exatamente como DeFi serão integradas no mundo real”.

“Goldfinch é uma plataforma de empréstimo que aproveita a grande energia dos ‘perseguidores de rendimento’ DeFi para o bem, ligando-os a pequenas empresas subfinanciadas e pessoas em todo o mundo”, disse ele.

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Última atualização por Daniela Pereira do Nascimento - 08/03/2021 - 15:25

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