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O que são Finanças Descentralizadas (DeFi)?

16/01/2021 - 11:00
Traduzido e editado por Daniela Pereira do Nascimento
Confira, em artigo por Ty Young e Mason Nystrom, da Messari, o que são DeFi (Imagem: Freepik/pch.vector)

Um termo que você vai continuar ouvindo falar sobre é DeFi, ou “Finanças Descentralizadas”, que se referem a aplicações em blockchains públicos que visam criar serviços financeiros sem intermediários centralizados.

DeFi são um futuro possível a longo prazo e cataclísmico, em que pessoas podem coordenar atividades financeiras ponto a ponto a escala global.

Porém, em seu atual estado, DeFi também atuam como um cassino apermissionado e criado na Ethereum. Você provavelmente ouviu falar sobre seus insanos ganhos em 2020 e suas épicas puxadas de tapete em contratos perigosos, mas pode não fazer ideia do que são DeFi ou por onde começar.

Você provavelmente quer entrar nessa, mas também não tem certeza sobre os riscos de participar desse setor cegamente. Neste artigo, explicamos DeFi como se você tivesse cinco anos de idade e te preparamos para esse “faroeste”.

Volume de transações diárias na Ethereum vs. Bitcoin – por conta do aumento das stablecoins no grande 2020 da Ethereum e das DeFi, agora a Ethereum transaciona duas vezes mais valor do que a rede Bitcoin diariamente (Imagem: Messari, CoinMetrics)

O que são DeFi?

O bitcoin começou a revolução descentralizada ao fornecer às pessoas uma reserva de valor digital, com fornecimento fixo e não soberana. Porém, um sistema financeiro robusto demanda mais do que um único ativo.

Usuários precisam de serviços e produtos que permitam que apliquem seu capital. É aqui que entram DeFi. DeFi representam a infraestrutura, como plataformas de empréstimos e corretoras que querem inovar em sistemas financeiros tradicionais.

Então o que significam “finanças descentralizadas”? DeFi é um termo amplo para diversas aplicações financeiras que utilizam criptomoedas ou a tecnologia blockchain para solucionar problemas que existem no sistema financeiro tradicional.

Hoje, o sistema financeiro (composto por bancos, instituições financeiras etc.) consiste de sistemas centralizados de bases de dados repletos de intermediários em busca de rendimentos, altas taxas e obstáculos.

Com DeFi, sistemas financeiros limitados podem ser transformados em uma economia financeira aberta, baseada em protocolos de código aberto que são mais acessíveis, com poucos intermediários e mais transparentes.

Por esses novos protocolos financeiros usarem contratos autônomos, são programáveis e interoperáveis (são criados com padrões técnicos parecidos que permitem que se comuniquem facilmente entre si).

Por meio da programabilidade e da interoperabilidade, Ethereum facilita novos tipos de instrumentos financeiros e mais ativos customizáveis do que produtos e serviços existentes (Imagem: ConsenSys Codefi)

DeFi e Ethereum

Grande parte do que é conhecido como DeFi hoje em dia vive como códigos em blockchains, principalmente na Ethereum.

Ethereum é uma plataforma computacional distribuída, baseada em blockchain e de código aberto para a criação de aplicações descentralizadas.

Ethereum se diferencia da plataforma Bitcoin ao facilitar o desenvolvimento de outro tipos de aplicações descentralizadas (ou “dapps”) além de apenas transações simples.

Por meio da programabilidade e da interoperabilidade, Ethereum facilita novos tipos de instrumentos financeiros e mais ativos customizáveis do que produtos e serviços existentes.

Assim como muitos blockchains públicos, Ethereum é um registro digital que permite que diversas entidades possuam cópias de seu histórico transacional, ou seja, uma única parte central não o controla.

Por exemplo, a Depository Trust and Clearing Corporation (DTCC) atua como a câmara de compensação centralizada para valores mobiliários no sistema financeiro tradicional (ações, títulos etc.).

O blockchain Ethereum atua como uma câmara de compensação descentralizada para transações que envolvem tokens e contratos autônomos.

Atualmente, a Ethereum processa bilhões de transações por dia sem precisar que uma empresa como a DTCC certifique que uma transação foi completada. Isso é importante porque, geralmente, sistemas centralizados e depositários humanos limitam os intervalos de liquidação de transações enquanto fornecem aos usuários um controle menos direto de seu dinheiro e com altas taxas.

Volume de transações diárias na Ethereum vs. Bitcoin – por conta do aumento das stablecoins no grande 2020 da Ethereum e das DeFi, agora a Ethereum transaciona duas vezes mais valor do que a rede Bitcoin diariamente (Imagem: Messari, CoinMetrics)

DeFi são úteis?

Aplicações DeFi são úteis porque permitem que qualquer pessoa do mundo acesse serviços financeiros fornecidos em blockchains públicos, o que elimina intermediários e altas barreiras de acesso.

Aproximadamente 1,7 bilhão de pessoas são desbancarizadas enquanto ⅔ dessas pessoas, sem contas bancárias, possuem um smartphone.

DeFi têm a capacidade de liberar serviços financeiros necessários, incluindo a capacidade de pegar fundos emprestados, obter empréstimos, depositar fundos em uma conta-poupança ou negociar produtos financeiros complexos — tudo sem pedir a permissão de alguém ou abrir uma conta.

É difícil apreciar a importância do acesso ao sistema financeiro se você está na parte do mundo desenvolvido.

Um cidadão americano pode facilmente abrir uma conta bancária ao entrar em uma filial bancária do JPMorgan Chase com uma identidade emitida pelo governo, obter acesso a uma hipoteca ou adquirir instrumentos financeiros de geração e preservação de riqueza, como ações ou títulos.

Porém, imagine que você não possua nada disso ou que esse acesso é limitado com base em sua geografia local, gênero, educação, governo ou outra situação incontrolável.

Geralmente, essas situações fornecem formação limitada de capital para pessoas e empresas, pois empreendedores não podem obter acesso econômico ao capital.

Em DeFi, qualquer um pode acessar esses serviços financeiros fundamentais e necessários para seu desenvolvimento econômico.

Confira as principais tendências sobre DeFi para 2021

Exemplos de aplicações DeFi

Alguns exemplos de aplicações DeFi incluem a concessão e a tomada de empréstimos, negociação à vista, derivativos, stablecoins, gestão de ativos, mercados de previsão e criação de ativos sintéticos.

Conforme o setor DeFi continua crescendo, a Messari desenvolveu uma explicação sobre como definir ativos financeiros descentralizados. Para que um token se encaixe em “DeFi”, deve atender aos seguintes requisitos:

– caso de uso financeiro: o protocolo deve ser explicitamente voltado para aplicações financeiras, como empréstimos, corretagem, emissão ou câmbio de derivativos/ativos sintéticos, gestão de ativos ou mercados de previsão;

– apermissionado: de código aberto, permitindo que qualquer um possa usar ou desenvolver sobre outros projetos sem pedir a permissão de um terceiro;

– pseudônimo: pessoas não precisam revelar suas identidades;

não custodial: ativos não são custodiados por um único terceiro;

– governança descentralizada: decisões de atualização e privilégios administrativos não são realizados por uma única entidade, a menos que exista um cronograma crível para removê-los.

Parte 2

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Matéria Original: "Explain it like I am 5: DeFi"

Última atualização por Daniela Pereira do Nascimento - 12/01/2021 - 11:03