Criptomoedas

Governo apreende R$ 64 milhões da “rainha cripto” — e ela segue desaparecida, sem confirmação se está viva ou morta

22 jan 2026, 10:37 - atualizado em 22 jan 2026, 10:37
Cripto/OneCoin/Ruja Ignatova
OneCoin/Ruja Ignatova

O dinheiro voltou à tona. A principal personagem, não. Autoridades do Reino Unido anunciaram recentemente a apreensão de cerca de 9 milhões de libras — valor equivalente a aproximadamente R$ 64 milhões — ligado ao esquema da OneCoin, considerada uma das maiores fraudes financeiras do século 21.

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Na prática, trata-se de apenas uma pequena parte dos recursos desviados. Estimativas indicam que o golpe tenha movimentado mais de US$ 4 bilhões. Ainda assim, a recuperação dos valores foi suficiente para recolocar o caso no centro das atenções.

Apontada como a líder da fraude, a búlgara Ruja Ignatova permanece desaparecida — e não há confirmação oficial se ela está viva ou morta. Conhecida como a “rainha das criptomoedas”, Ruja construiu uma fortuna ao vender a promessa de um “novo bitcoin”. O detalhe crucial: a moeda nunca existiu.

Onde estavam os R$ 64 milhões da “rainha cripto”

A apreensão dos cerca de R$ 64 milhões vinculados à OneCoin não ocorreu por acaso. Ela é resultado de anos de rastreamento financeiro internacional sobre ativos que continuaram em circulação mesmo após o desaparecimento de Ruja Ignatova, em 2017.

As autoridades não especificaram quais ativos digitais estavam envolvidos, mas estimaram o valor em pouco menos de £ 9 milhões, segundo reportagem publicada nesta semana pelo Guernsey Press, jornal oficial do território, com base em processos no Tribunal Real.

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De acordo com os relatos, os recursos estavam depositados em uma conta do RBS International em Guernsey, em nome da empresa Aquitaine Group Limited.

A ascensão da “rainha cripto”

Nascida na Bulgária e formada em universidades de elite, Ruja Ignatova reunia exatamente o perfil que costuma atrair investidores: discurso técnico, currículo sólido e carisma em apresentações públicas. Em 2014, lançou a OneCoin, divulgada como uma revolução no sistema financeiro global.

Em eventos cheios, realizados em hotéis de luxo e grandes centros de convenções, Ruja surgia com vestidos longos, falas ensaiadas e promessas ambiciosas. A mensagem era direta e sedutora: quem entrasse primeiro enriqueceria.

O golpe: criptomoeda sem blockchain

Ao contrário do bitcoin e de outras criptomoedas legítimas, a OneCoin não possuía blockchain público, mineração independente nem base tecnológica verificável.

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Estimativas indicam que o esquema tenha movimentado mais de US$ 4 bilhões em diversos países, afetando vítimas na Europa, Ásia, África e América Latina.

Enquanto o cerco se fechava, Ruja desaparecia.

O sumiço de Ruja

Em outubro de 2017, Ruja Ignatova embarcou em um voo de Sófia para Atenas. O avião pousou — ela nunca mais foi vista. Desde então, surgiram teorias que vão do plausível ao quase cinematográfico: cirurgia plástica, proteção de organizações criminosas, assassinato encomendado ou uma nova vida sob identidade falsa.

O FBI incluiu seu nome na lista dos mais procurados, oferecendo uma recompensa milionária por informações que levem à sua captura.

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Até agora, porém, nenhuma pista concreta.

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Repórter
Jornalista com pós-graduação em Literatura, Artes e Filosofia. Atua como repórter nos portais de notícias Money Times e Seu Dinheiro, onde também já trabalhou como Analista de SEO.
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