Mercados

Gringos ingressam com R$ 1,5 bilhão na B3 em dia de inflação abaixo do esperado

15 jul 2026, 12:36
B3 - renda fixa
(Imagem: Money Times/Giovana Leal)

Os investidores estrangeiros injetaram R$ 1,5 bilhão na B3 na última sexta-feira (10), dia em que o Ibovespa (IBOV) saltou dos 172 mil para os 177 mil pontos e encerrou o pregão com alta de 2,97%.

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Essa foi a maior entrada de capital externo desde 10 de abril, quando os gringos aportaram cerca de R$ 2,5 bilhões e o principal índice da bolsa brasileira atingiu os 197 mil pontos pela primeira vez. Os dados são da B3.

O gatilho por trás do forte fluxo estrangeiro foi a divulgação de novos dados de inflação no Brasil. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desacelerou no comparativo mensal. A inflação oficial do Brasil subiu 0,16% em junho após um avanço de 0,58% em maio.

No acumulado dos 12 meses, a inflação subiu 4,64% — ainda acima da meta perseguida pelo Banco Central (BC), de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

A ‘surpresa’ positiva reforçou a expectativa de continuidade do ciclo de cortes na taxa básica de juros, a Selic, iniciado em março pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. O mercado precifica um novo corte de 25 pontos-nase na decisão de agosto, que levaria a Selic de 14,25% para 14% ao ano.

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Vale lembrar o diferencial de juros entre EUA e Brasil, mesmo com uma queda na Selic no início de agosto, também é um atrativo para os gringos.

Nos primeiros 13 dias de julho, os investidores estrangeiros já aportaram R$ 1,1 bilhão, representando cerca de 60% dos investimentos na bolsa brasileira.

Os aportes neste mês também marcam uma possível retomada de entrada de capital externo após a saída de capital externo por dois meses consecutivos. Em maio, os gringos retiraram R$ 14,91 bilhões no mercado secundário (ações já listadas), a maior saída de investimento estrangeiro desde 2022, e em junho, a saída foi de R$ 7,78 bilhões.

Apesar das recentes saídas, o saldo do ano permanece positivo em R$ 35 bilhões, segundo dados da B3 contabilizados até a última segunda-feira (13).

Investidores locais

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Mesmo com alívio na inflação, o investidor individual retirou R$ 641 milhões na data. No acumulado do mês, porém, o saldo é positivo em R$ 519,8 bilhões. De janeiro até a última segunda-feira, a categoria já injetou R$ 3,5 bilhões.

Já o investidor institucional retirou R$ 8,4 milhões na última sexta-feira. No mês, a categoria também registra um déficit de R$ 2,5 bilhões. No acumulado do ano até o último dia 13, o saldo é negativo em R$ 37,4 bilhões.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
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