Investimentos

Gringos já apostam em troca da renda fixa por ações no Brasil, aponta Bank of America

13 ago 2023, 15:22 - atualizado em 13 ago 2023, 15:25
Como proteger o seu dinheiro no Brasil
Mercado está prestes a girar a carteira migrando da renda fixa para ações no Brasil. Mas o fluxo na renda fixa ainda segue aquecido em 2023. (Imagem: Pixabay/ Julien Tromeur)

Os investidores estrangeiros já preveem que o mercado está prestes a girar a carteira, migrando o maior peso atual na renda fixa para o investimento em ações. Ao menos, é essa a leitura que fazem estrategistas do Bank of America.

Por exemplo, o banco entende que com o ciclo de queda da taxa Selic, o montante de R$ 11,4 trilhões aplicados em produtos de renda fixa pode engrossar o saldo de R$ 2,4 trilhões de “free float” em ações.

Conforme o banco estrangeiro, o ímpeto de retirada dos investidores em fundos multimercados já mostra desaceleração no mês passado. Afinal, no acumulado do ano, o Ibovespa (IBOV) já andou mais 10%.



Analistas destacam também que a alocação em ações entre os fundos locais subiu para 9,6% em junho. A mínima recente foi em abril, quando totalizava 8,7%.

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Renda fixa ainda vale a pena?

Os estrategistas do banco Andrea Soto e David Beker, que assinam o relatório, avaliam que o fluxo para renda fixa ainda continua firme. Fundos de renda fixa tiveram fluxo positivo de R$ 12,6 bilhões em julho, o primeiro desde fevereiro de 2023.

Ou seja, mesmo com o mercado precificando uma Selic a 9% no final de 2024, o investidor segue com apetite por:

Afinal, títulos bancários isentos de IR, como LCAs e LCIs, podem render mais 11% ao ano nos próximos 12 meses, conforme o planejador financeiro Rafael Haddad, do C6 Bank.

Portanto, um investimento inicial de R$ 50 mil aplicados em uma LCA ou LCI a 97% do CDI rende líquido na conta do investidor R$ 55.567,80 após um ano.

Repórter
Repórter de renda fixa do Money Times e Editor de agronegócio do Agro Times desde 2019. Antes foi Apurador de notícias e Pauteiro na Rede TV! Formado em Jornalismo pela Universidade Paulista (UNIP) e em English for Journalism pela University of Pennsylvania. Motivado por novos desafios e notícias que gerem valor para todos.
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